Marine Le Pen, Manuela D’avila e Luciana Genro comemoram juntas a vitória da frança: vive la diversité!

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Da redação – A pré-candidata à presidência da República pelo PCdoB, Manuela D’Ávila, alinhou-se mais uma vez à imprensa burguesa e parabenizou a Seleção da França, que se tornou bicampeã mundial através de um jogo escancaradamente roubado sobre Croácia, por 4×2, neste domingo, 15, pela Copa da Rússia. O alinhamento veio por meio de uma declaração no twitter da pré-candidata, idêntico ao da política francesa Marine Le Pen, que demonstrou sua famosa demagogia na tentativa para ascender ao poder. Também saíram em defesa da seleção imperialista, o pré-candidato à presidência pelo PSOL, Guilherme Boulos e a defensora da Lava Jato, Luciana Genro – também do PSOL.

A análise do PCO sobre esse tema, levada aos trabalhadores nos programas Análise Política da Semana no último sábado, bem como no programa esportivo Na Zona do Agrião deste domingo, e hoje cedo no programa matinal Reunião de Pauta, demonstrou de forma clara e simples que essa vitória é, ao contrário do que esses esquerdistas defendem, mais uma demonstração de como a burguesia manobra até mesmo o futebol para sua predominância econômica e política. Não é, então, uma seleção “multicultural”, mas sim um símbolo do imperialismo francês.

A dita “união das raças”, de uma seleção majoritariamente negra, com 14 etnias, da suposta “integração racial” na França, se analisada mais atentamente, vê-se que na verdade é a história suja de sangue da direita, que criou um verdadeiro “ministério das colônias”, juntando os descendentes de seus escravos sequestrados para o time atual. O que essa cegueira da esquerda pequeno-burguesa traz aos trabalhadores em suas declarações oportunistas, não só é uma defesa da mesma política da burguesia, da Globo, como esconde que o racismo francês é hoje maior que em 1998, quando Zinedine Zidane chegou à final. É infinitamente maior, com Le Pen recebendo 40% dos votos na última eleição, e, se computado esse número, chegamos a 10 milhões de eleitores fascistas. 

Dito tudo isso, fica fácil de ver que a campanha contra a Croácia, no assalto do VAR (árbitro assistente de vídeo) em dois gols – impedido e pênalti falso -, e a campanha internacional que retirou o Brasil, a melhor seleção, da Copa, veio do imperialismo em crise da França, como na Copa anterior da Alemanha e finalmente da Inglaterra – países que controlam a União Europeia.

Resta saber até quanto a dita esquerda brasileira vai continuar seguindo a Globo, defendendo o imperialismo e atacando os explorados, com suas pautas pós-modernas e ignorando a luta de classes.