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A favor do golpe na Bolívia
Marina Bolsonarista Silva
Ex-senadora ataca Evo Morales e fica do lado do governo fraudulento de Bolsonaro, o primeiro a reconhecer o governo ilegítimo e autoproclamado no país vizinho
Presidential candidate Jair Bolsonaro of the Party for Socialism and Liberation (PSL) speaks next to candidate Marina Silva of the Brazilian Sustainability Network Party (REDE) during a television debate in Osasco
A favor do golpe na Bolívia
Marina Bolsonarista Silva
Ex-senadora ataca Evo Morales e fica do lado do governo fraudulento de Bolsonaro, o primeiro a reconhecer o governo ilegítimo e autoproclamado no país vizinho
Marina Silva e Jair Bolsonaro, em debate durante a campanha presidencial.
Presidential candidate Jair Bolsonaro of the Party for Socialism and Liberation (PSL) speaks next to candidate Marina Silva of the Brazilian Sustainability Network Party (REDE) during a television debate in Osasco
Marina Silva e Jair Bolsonaro, em debate durante a campanha presidencial.

No exato momento em que o ministro das Relações Exteriores do governo ilegítimo de Jair Bolsonaro, Ernesto Araújo, apresentou o aval oficial do governo fascista ao golpe militar na Bolívia e anunciou que “reconhece a senadora opositora Jeanine Áñez como presidente da Bolívia”, fazendo do Brasil o primeiro país a reconhecer o ilegítimo e autoproclamado governo golpista que se impôs – inclusive – sem a aprovação do parlamento boliviano, a ex-candidata à presidência e ex-senadora Marina Silva (do Rede) resolveu apoiar a ação gorila contra o povo boliviano e contra o governo eleito pela população daquele País.

Em sua conta no Twitter, Marina Silva responsabilizou Evo Morales pelo golpe de Estado na Bolívia, repetindo as acusações da direita fascista contra o presidente legítimo da Bolívia  ao citar o suposto “vale tudo que lança mão de fraudes, ou da violência, para se chegar ou se manter no poder cria fissuras democráticas e acirra belicosamente os conflitos”.

Desta forma, a ex-candidata presidencial apoiada por setores do imperialismo (principalmente em 2010) para impedir a vitória da esquerda no primeiro turno das eleições e que apoiou o golpe de Estado que derrubou a presidenta  Dilma Rousseff (PT), em 2016, se coloca claramente ao lado do governo Bolsonaro e dos setores mais reacionários do imperialismo que estão por detrás do golpe militar na Bolivia, mas quem tido cautela em apoiar o “novo” governo diante da enorme rebelião popular que toma conta daquele País, por conta da ampla rejeição dos golpistas por parte das organizações da classe trabalhadora, dos povos de origem indígena etc.

Como uma autêntica bolsonarista e fiel à política direitista de quem apoiou o golpista Aécio Neves (PSDB) no segundo turno Resultado de imagem para Marina Silva apoia Aécio Nevesdas eleições de 2014, a ex-senadora colocou “água no moinho” do governo golpista brasileiro que se expressou  contra o que chama de “tese” de que teria ocorrido um golpe de Estado na Bolívia .

Em nota divulgada na terça-feira (dia 12), o Ministério das Relações Exteriores disse, da mesma forma que Marina, que a permanência de Morales no poder ameaçava a ordem democrática naquele país. Segundo a nota, “o governo brasileiro rejeita inteiramente a tese de que estaria havendo um ‘golpe’ na Bolívia”.

Como faz, cinicamente a direita e repetem setores da esquerda burguesa e pequeno burguesa que acompanham o imperialismo, Marina Silva quer culpar as vítimas do golpe de Estado pela selvageria da direita boliviana e, desta forma, dar legitimidade ao golpe de Estado na Bolívia, da mesma foram que o fez no Brasil.

A declaração da pupila da direita brasileira, foi feita no momento em que o presidente legítimo e deposto pelo golpe, Evo Morales chegava ao México, se refugiando dos gorilas que deram o golpe na Bolívia e denunciava em seu Twitter que “o golpe mais astuto e nefasto da história foi consumado. Uma senadora de direita golpista se autoproclama presidente do Senado e, logo em seguida, presidente interina da Bolívia, sem quórum legislativo, cercada por um grupo de cúmplices e apoiada pelas Forças Armadas e pela polícia. Denuncio ante a comunidade internacional que o ato de autoproclamação de um senadora como presidente a viola a Constituição da Bolívia e os regulamentos internos da Assembleia Legislativa. O golpe se consuma com o sangue de irmãos mortos pelas forças policiais e militares”.