“Marielle é vagabunda e bandida”, dizem fascistas que agrediram mulher síria em São Paulo

Uma mulher síria foi agredida por organização de extrema-direita que organizou ato em defesa da intervenção militar, na Avenida Paulista, no último sábado (31). Socióloga e ativista, Sara Ajlyakin estava caminhando na Avenida quando se deparou com pessoas e faixas reivindicando novo golpe militar.

Sara protestou contrariamente à organização fascista, gritando em nome de Marielle, vereadora assassinada depois de denunciar a intervenção militar no Rio e a corrupção dentro da corporação policial da cidade. Diante disso, os direitistas do local prontamente se puseram a atacar a mulher: fizeram círculos, xingaram e agrediram a ativista, jogando-a no chão e puxando seus cabelos.

Uma cena bem emblemática marcou a situação: quando a ativista lembrou o assassinato da vereadora, foi logo respondida com palavras de que Marielle era “vagabunda” e “bandida”. Isso caracteriza exatamente como são os grupos que cada dia crescem mais no Brasil com o desenvolvimento do golpe de Estado: grupos de tipo fascista que estão dispostos a se organizar para combater as organizações operárias e populares. Os ataques a tiro à caravana de Lula e as recentes agressões a chicote aos trabalhadores sem-terra não deixam dúvidas quanto a isso.

Veja abaixo o vídeo da agressão à ativista síria e à vereadora assassinada pela polícia no Rio: