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O Galo mineiro lançou na última semana a campanha ‘Não Se Cale’, que conta com o apoio da mulher e militante que impulsionou a luta e a defesa dos direitos das mulheres contra a violência doméstica, Maria da Penha Maia Fernandes.

A ação do clube irá propagandear a violência contra mulheres e incentiva testemunhas a denunciar os agressores e estimular a defesa dos direitos da mulher ocorrerá no clássico contra o Cruzeiro, que acontece às 11h deste domingo, 4 de março.

A saga de Maria da Penha, mulher que ficou paraplégica após ser baleada por seu marido, passou a se dedicar desde a época (1983) à luta pela defesa das mulheres vítimas de agressões machistas, violência e assassinatos.

Sua luta chegou até à Comissão Interamericana dos Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA) e foi considerado, pela primeira vez na história, um crime de violência doméstica. E no Brasil se transformou em lei, após quase duas décadas de luta, sendo sancionada em 2006, durante o governo Lula sob o número, de Lei 11.340 e que leva seu nome, Lei Maria da Penha.

A Luta de Maria da Penha e das mulheres tem que avançar e usar o futebol para as denúncias é um importante veículo de mobilização. No entanto não pode  se deixar de alertar, que os golpistas estão procurando fazer regredir os poucos avanços das lutas das mulheres, há quatro meses propuseram alterações através do Senado que irão provocar um retrocesso no combate à violência contra a mulher.

À época a própria Maria da Penha denunciou: “Mudanças casuísticas na lei Maria da Penha colocam em risco uma proposta que foi construída com o acúmulo das lutas dos movimentos de mulheres há mais de 40 anos e com minha própria história de vida. “Que sejam destinados mais recursos orçamentários para as políticas de enfrentamento à violência doméstica e familiar, que profissionais do sistema de Justiça sejam capacitados, que as medidas protetivas sejam garantidas sem entraves burocráticos e efetivadas políticas de prevenção e assistência especialmente às mulheres negras e pobres e àquelas que se encontram em situação de maior vulnerabilidade social. Nós, Mulheres que trabalhamos na proposta original, queremos realmente garantir às mulheres o acesso à Justiça, que é uma garantia prevista não apenas na Constituição, mas especificamente no caso das mulheres, em convenções internacionais das Nações Unidas e da Organização dos Estados Americanos [OEA]”.

Com o avanço da direita é necessário mobilizar é preciso uma ampla mobilização da sociedade e suas organizações, especialmente as de mulheres, que defendem os direitos democráticos, para denunciar e combater o golpe no Brasil.

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