Mais uma fábrica fecha
Crise se amplia e fecha fábrica, solução pode ser outra para evitar o desemprego
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Viação São José.jpg
Viação São José | Foto: Wikipédia Commons

A empresa fabricante de carrocerias de ônibus Marcopolo vai fechar, no final deste mês sua fábrica localizada no distrito de Xerém, em Duque de Caxias (RJ), atualmente com 1.000 trabalhadores, a fábrica, comprada nos anos 1990 da Ciferal, já em pregou o dobro. No mês de agosto essa fábrica, que fabrica três modelos de ônibus, produziu 40% de tudo o que a Macopolo fabricou. Agora a empresa vai concentrar sua produção nas duas unidades de Ana Rech, Caxias do Sul(RS), e na unidade de São Mateus, no Espírito Santo Pioneiro-Clic-RBS, 2/10/20).

A decisão da empresa foi acelerada pela crise econômica e, segundo a empresa comunicou, proporcionará redução de custos. Entre os meses de março e junho a empresa diminuiu pela metade sua produção. E acredita-se que os trabalhadores fiquem desempregados, apesar da empresa informar que está transferindo parte do pessoal para o Espírito Santo (Revista do Ônibus, 2/10/20).

As vendas de ônibus novos teve uma queda de 34% até o final de agosto, segundo a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores – Fenabrave, depois de uma forte alta em 2019, quando foram vendidos 22.530 ônibus de janeiro a outubro de 2019 ante 15.600 no mesmo intervalo de tempo em 2018.

Com impacto significativo da crise sobre o setor do turismo, vários outros setores econômicos acabam sendo afetados, essa é uma das justificativas para a redução na fabricação de ônibus. Só para se ter uma ideia, entre março e agosto 16,7% dos estabelecimentos turísticos do país fecharam as portas, foram 39,5 mil bares e restaurantes, 5,4 mil hotéis e pousadas e 1,7 empresas de transporte rodoviário. (Correio Braziliense, 3/10/20)

O fechamento de empresas nem sempre faz seus donos e acionistas passarem por problemas, mas sempre traz o empobrecimento e a fome para os trabalhadores e suas famílias. Os 13,5 milhões  de desempregados, segundo os índices oficiais, e os 16,3 milhões de pessoas que estão sem emprego mas estão sem trabalhar (29,8 milhões de pessoas) poderiam ter seu ganha pão se o único caminho da crise econômica não fosse a demissão. Milhares de empresas que fecharam as portas, entre elas as grandes fábricas e os pequenos hotéis, poderiam ser assumidos pelos trabalhadores, que passando a geri-las manteriam os empregos, reorganizariam a produção e os serviços. Além da alternativa de empresas assumidas por trabalhadores, há que se lutar por redução geral nas jornadas de trabalho, sem redução de salários, para que mais trabalhadores estejam empregados e produzindo.

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