Bater
A luta real e a falsa resistência
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Operários em greve | Foto: Reprodução

Essa frase foi dita por Leon Trotski em sua importante obra ̃Revolução e contrarrevolução na Alemanha”. A polêmica de Trotski com a política vacilante do stalinismo na III internacional, a qual finalmente influenciava diretamente o Partido Comunista Alemão, é um ensinamento não apenas sobre a política que deve ser tomada por um partido revolucionário, mas também, sobre as consequências da política centrista numa situação de ascensão do fascismo. 

 

A importante lição de Trotsky, nesse sentido, orientava o partido comunista a uma frente única prática com os sociais democratas, ao mesmo tempo em que os revolucionários criticavam a polícia capituladora da mesma social democracia. Quer dizer, em lugar da concepção do “social fascismo” que igualava nazistas a sociais democratas, o líder da quarta internacional propôs uma política que encontrasse a classe operária no momento da ascensão de sua consciência de classe: uma maioria identificada com a social-democracia, mas movimentando-se para posições revolucionárias.

 

Nesse momento da consciência de classe, a proposta de trabalho prático, associado às críticas políticas permitiria catalisar esse desenvolvimento político, ampliando a liderança dos agrupamentos revolucionários. Na contramão disso, se, de um lado, a política centrista da social democracia apelou para a própria burguesia conter o avanço de Hitler, por outro, o centrismo dos grupos revolucionários impediram a efetivação da política de frente, ocasionando na derrota do movimento operário. 

 

Esse ensinamento é importante para o Brasil atual. Em uma semana de intensas polêmicas sobre a obrigatoriedade da vacina, e sobre a eleição da presidência da câmara dos deputados, é possível ver, novamente, a prevalência da política centrista da esquerda pequeno-burguesa diante da situação de crise. Em ambos os casos, a solução é rifar os interesses populares e ficar a reboque da burguesia diante de suas manobras de ataque contra a população. 

 

O blocão da Câmara é a chave de entrada para uma política de conivência com o aprofundamento do golpe de estado no Brasil. A perseguição clara contra os partidos de esquerda nas eleições, somada a campanha burguesa pro-Boulos em São Paulo deixou claro que a política da burguesia é encurralar a esquerda eleitoreira naquilo que mais lhe toca: vencer as eleições. No momento em que vencer as eleições é oposto a defender uma política de princípios, fica claro a real posição da esquerda pequeno-burguesa.

 

A questão da vacina, também, é um fator importante para o entendimento do desenvolvimento da situação política. Isso porque a defesa da sua obrigatoriedade exatamente se contrapõe aos mesmos “direitos democráticos” tão propalados. A obrigação da vacina, finalmente, é uma campanha cuja lógica segue a propaganda anticomunista: para proteger o povo de si mesmo, vamos implantar uma ditadura.

 

Nesse sentido, as duas questões fundamentais da situação política são o descolamento dos interesses imediatos da população à esquerda parlamentar, numa situação em que essa está cada vez mais atrelada à política da burguesia. Esse desligamento, portanto, justifica a crise generalizada da esquerda, junto ao centrão, abrindo espaço para os dois pólos políticos: a esquerda revolucionária e a extrema-direita. 

 

Aí é retomado o ensinamento de Trotski. Se de um lado, a extrema-direita é capitalizada pelos setores atrasados da classe operária e da pequena-burguesia histérica que caem na demagogia barata dos fascistas, de outro, a esquerda revolucionária deve efetivar a frente de trabalho com os setores reformistas da população cuja consciência política tende a esquerda devido à situação, de crise.

 

Os setores lulistas, cuja consciência política foi afetada pela situação da prisão de Lula e toda a sua perseguição política, são, hoje, um dos principais setores em desenvolvimento político. Quer dizer, a principal figura de contradição do golpe de estado no Brasil é, não obstante, o principal personagem da aglutinação política da luta de oposição ao mesmo golpe de estado. Isso significa que a frente ampla de Doria, Maia, Boulos e o centrão, criada como alternativa ao próprio Lula em 2022, é o principal inimigo a ser combatido no próximo período. 

 

Por outro lado, a defesa da candidatura de Lula a partir de uma ampla mobilização das massas, é o que deve ser feito para combater o golpe e o avanço da extrema direita no Brasil.

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