Frente ampla
No últimos 15 dias das eleições municipais de 2020 ficou transparente que Guilherme Boulos (PSOL) e Manuela d’Ávila (PCdoB) não fizeram campanha de verdade no 2º turno.
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Manuela D'Ávila e Guilherme Boulos conversam durante a campanha presidencial de 2018 | Foto: Divulgação / Equipe Manuela D'Ávila

No últimos 15 dias das eleições municipais de 2020 ficou transparente que Guilherme Boulos (PSOL) e Manuela d’Ávila (PCdoB) não fizeram campanha de verdade no 2º turno. Essas duas candidaturas da esquerda atuaram no segundo turno para perder, sem qualquer enfrentamento com a direita, acabaram por entregar os pleitos sem luta política para os seus adversários Bruno Cova (PSDB) e Sebastião Melo (MDB). Neste segundo turno o mesmo PCdoB que disputou contra o MDB em Porto Alegre era seu coligado contra o PT em Recife.

Na realidade desde o início da eleição municipal 2020 em São Paulo a campanha eleitoral Boulos foi numa posição defensiva diante da direita, evitando ao máximo conflito aberto com os partidos da direita participantes da frente ampla. Essa afirmação Boulos durante a campanha ilustra bem essa constatação: “Eu sou candidato a prefeito de São Paulo, não a prefeito de Caracas. Não tem o menor sentido trazer a questão de Venezuela, de Cuba. Quando o Bruno Covas faz isso, me parece que é um certo desespero. Nem é o perfil dele, ele sempre foi uma pessoa mais moderada, nunca foi uma pessoa de extremismos”. 

Numa declaração extremamente curta Boulos conseguiu capitular de forma indecorosa para a campanha da direita imperialista fazendo coro contra a Venezuela e o governo nacionalista de Nicolás Maduro e para o PSDB, partido que escravisa a população do estado e da cidade de São Paulo a decadas.

Em porto Alegre não foi diferente, a campanha da Manuela foi tímida, defensiva uma posição até direitista. Manuela passou toda a campanha eleitoral apenas desmentindo a propaganda da direita contra ela. Afirmou que se eleita ela não iria fechar o comércio para conter o coronavírus, fazendo coro com a extrema direita.

A campanha da Manuela foi super defensiva, que além da demagogia eleitoral burguesa de “proposta” em vez de um programa para as eleições ela chegou ao ponto de fazer uma campanha sobre o que ela não iria fazer durante sua gestão ou como ela colocou contra as “fakes”. Fazendo uma campanha que só fortaleceu a política da direita, na rede social Instagram ela externou que: 

“CHEGA DE FAKES

VAMOS AOS FATOS

Manuela não vai liberar as drogas

Manuela não vai derrubar igrejas

Manuela não vai fechar o comércio

Manuela não vai mudar todos os banheiros para Unissex” 

 

Durante todo o processo só se viu uma posição defensiva, em vez de se propor a organizar a população a campanha de Manuela foi em torno da demagogia eleitoral burguesa e da luta contra as “fakenews”. “Porto Alegre deu um passo adiante na prática da disseminação de fakenews. Eles estão nos caminhões de som falando que se eu vencer as pessoas vão comer cachorro ou que vou destruir as igrejas. Por que tanto desespero?” Afirmou Manuela.

Na realidade entre todos os candidatos da esquerda que foram ao segundo turno a única candidata que após o pleito está falando em organizar a oposição é a Marília Arraes (PT). Ou seja todos os outros candidatos da esquerda que disputaram o segundo turno não lutaram durante as eleições e não se proponham a lutar após o pleito, momento em que a população mais precisa que se organize suas lutas.

Esses fatos demonstram o comprometimento do PSOL e do PCdoB com a frente ampla, razão pela qual eles não atacaram seus rivais nesse pleito de 2020. O PSOL e do PCdoB como componentes da frente ampla tem plena consciência que aqueles com qual disputaram as eleições municipais de 2020 são aliados deles em vários lugares e, na prática, nacionalmente. 

Outro ponto decisivo na atuação do PSOL e do PCdoB foi a necessidade dos componentes da frente ampla de aprofundamento das suas alianças logo após as eleições para o desenvolvimento dessa política. Essa necessidade política de apaziguamento para garantir certa unidade da frente ampla, levou aos partidos de esquerda presentes nessa a capitularam diante da direita.

Por esses compromissos realizados na frente ampla o PSOL e o PCdoB não bateram nos candidatos da direita. É vergonhoso que durante todo o período das eleições municipais 2020 no Rio de Janeiro o Psol não tenha atacado verdadeiramente o DEM. Até mesmo o Marcelo Crivella (REP) bateu no Eduardo Paes (DEM) nos debates e no decorrer da campanha eleitoral, porque o Crivella não tinha grandes compromissos firmados com o Paes e os dois realmente estava disputando o pleito. No Rio de Janeiro o compromisso do Psol com a direita da frente ampla foi tamanho que levou ao Marcelo Freixo (PSOL) principal pré candidato a prefeitura municipal do Rio de Janeiro a abdicar da candidatura beneficiando tão somente o Paes.

A diferença da Marília, estava no fato mesma não era uma aliada da frente ampla, embora o vice em sua chapa fosse do PSOL, não tendo esses compromissos tão firmes da frente ampla com a direita e tendo ao lado o apoio da base petista, ela pode atacar o João Campos (PSB), que em sua coligação PCdoB. Outro ponto que demonstra uma diferença na política dessa ala do PT foi o fato de se predisporem a organizar uma oposição  ao João Campos após ao pleito de 2020.

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