Em palestra realizada na Universidade Presbiteriana Mackienze, em São Paulo, na última sexta-feira (2), Manuela D’Ávila, presidenciável do PCdoB, declarou que estará junto com Ciro Gomes em um eventual segundo turno das eleições.

Ciro, um direitista apoiador do golpe que tenta vender uma imagem esquerdista, já declarou que busca alianças com o PCdoB e o PSB. Inclusive, já existe uma reunião marcada entre PDT, PCdoB e PSB para tentar compor um bloco na Câmara, sem a participação do PT.

Apesar de falar de golpe na sua palestra, e defender que Lula seja candidato, Manuela está se aliando ao setor golpista que quer “virar a página”, e partir para eleições controladas pela Rede Globo, para eleger algum direitista que irá terminar de aplicar o duro programa neoliberal dos sonhos da direita e do imperialismo.

Durante toda a fala da “líder” PCdoBista, foram feitas críticas aos 14 anos de governos do PT, apontando Lula como “limitado”. É interessante lembrar que o partido de D’Ávila foi um dos principais aliados petistas durante todos os governos, mas agora, depois do golpe, foi adotada uma política oportunista de “adaptação” ao novo regime político. É total capitulação frente ao golpe. E no fim, no momento de maior acirramento político contra a direita, cabe a questão: com aliados como este, quem precisa de inimigos?

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