Manuela defende alianças com os golpistas Ciro e Barbosa

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A defesa do ex-presidente Lula por parte dos candidatos abutres é mera formalidade. Diz respeito a popularidade do ex-presidente (inclusive da “alça do seu caixão“, como ele mesmo afirmou) e à tentativa de ganhar parte de seu eleitorado e não tem relação com a defesa dos interesses do povo brasileiro.

Para esses abutres – da mesma forma que para a direita – é fundamental  a não participação do ex-presidente Lula nas eleições, uma vez que o desenvolvimento de suas candidaturas e carreiras políticas dependem deste vácuo enorme deixado pela não participação de Luiz Inácio. Manuela D’Ávila pré candidata do PCdoB a presidência expressou claramente essa política ao defender a possibilidade de uma aliança com Ciro Gomes e Joaquim Barbosa.

Segundo a candidata, em entrevista ao Jornal do Brasil: ”O debate da nossa unidade passa pelo PT, pelo Ciro, pelo Boulos (PSOL), passa inclusive por um debate que precisamos abrir sobre as posições avançadas [NR] que o ex-ministro Joaquim Barbosa apresentou e que são relevantes para o País como na reforma trabalhista e no processo de impeachment de Dilma”.

A deputada sustenta que o que ela chama de campo “progressista” deva fazer uma aliança em torno da próxima eleição, sobretudo num possível segundo turno.  Desta forma, os partidos que lutaram contra o golpe deveriam participar de uma da esdrúxula “frente ampla” com candidatos e partidos burgueses e golpistas, como Ciro Gomes (ex-Arena, PDS, PMDB, PSDB, PPS, PROS e hoje, no PDT) e Joaquim Barbosa (ex-presidente do STF, que comandou o julgamento-farsa do “mensalão” e a condenação de dirigentes como José Dirceu, Genoíno, Delúbio Soares etc. e hoje está no PSB), para lutar contra o golpe que eles e seus partidos apoiaram.

O PSB, de Babosa, votou em peso pelo impeachment de DIlma Rousseff, integrou a base parlamentar do governo de Michel Temer, integra o governo golpista do PSDB em São Paulo (onde pretende apoiar Alckmin), votou a favor da intervenção militar no Rio de Janeiro etct etc.  Da mesma forma, o PDT, onde Ciro Gomes embarcou, deu votos para o imepachment fraudulento, votou unanimemente pela intervenção no Rio. Esse candidato “nacionalista” e de “esquerda”, defende que Lula não é preso político, elogiou a “celeridade” com que o judiciário condenou Lula, declarou que vai fazer a “reforma” da Previdência e, mais recentemente, seu principal assessor econômico, declarou que o pedetista vai conclui a obra destruidora da era FHC, privatizando todas as estatais.

Nada poderia ser mais enganoso do que considerar tais elementos como “aliados” na luta contra o golpe.

Se tais candidatos estivessem minimamente preocupados com a unidade para derrotar o golpe, colocariam a campanha pela liberdade de Lula acima das eleições e até retirariam suas candidaturas como forma de denunciar a fraude que a direita golpista quer realizar realizando eleições sem a participação do candidato com maior apoio popular e mantendo-o como preso político, sem que tenha sido sequer condenado e esgotado seus direitos de recorrer das decisões fraudulentas que o levaram à prisão. Só esta luta unitária será capaz de unificar as organizações de luta dos explorados que lutaram e lutam contra o golpe

Manuela DáAvila afirma ser Lula um preso político ao mesmo tempo diz que é necessário debater um programa popular e nacional para disputar com o programa antinacional e antipopular dos golpistas, ora se Lula é um preso político, naturalmente é porque o regime não é democrático. Sendo assim a eleição não será nem minimamente democrática, será uma farsa montada para legitimar o regime ditatorial, golpista e antinacional diante do que a única posição consequente é defende Lula presidente, ou Lula ou nulo!