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Ao defender Paulo Guedes das acusações acertadas do deputado Zeca Dirceu (PT), Manuela D’Ávila mostrou sua verdadeira face: ela está do lado do governo Bolsonaro.

“Piadas vinculando o Ministro Paulo Guedes com meninas, mulheres e tchutchucas não tem [sic] graça nenhuma porque nós mulheres não somos mais fracas nem somos as responsáveis por essa desgraça de governo”, escreveu a ex-deputada em sua conta no Instagram. Ela desvirtua completamente o sentido da frase do filho de José Dirceu, que disse que o ministro da Economia é um “tigrão com aposentados e trabalhadores, mas é tchutchuca quando mexe com a turma mais privilegiada deste país”.

Ou seja, Dirceu o denunciou como um carrasco dos trabalhadores a serviço dos banqueiros. E Manuela D’Ávila se postou ao lado de Guedes, atacando Dirceu com a desculpa de que o deputado estaria sendo machista. É a velha postura da esquerda pequeno-burguesa pós-moderna: coloca as chamadas “pautas identitárias” acima da luta de classes. Sob o disfarce do feminismo e da luta contra o machismo, ela fica ao lado de um agente dos maiores sanguessugas dos trabalhadores (e também de 99,9% das mulheres, que não pertencem à burguesia imperialista).

Guedes, assim como Bolsonaro, não passa de uma prostituta do imperialismo. Sob seu governo, o Brasil está se transformando a ritmo acelerado em um bordel onde os banqueiros vêm e fazem o que querem. Paulo Guedes estudou economia na Escola de Chicago, berço do neoliberalismo, onde são treinados os funcionários que devastarão as economias dos países atrasados para entregá-las ao imperialismo. São chamados de “Chicago Boys”. No entanto, o termo mais correto deveria ser “Chicago(go) Boys”.

D’Ávila, portanto, se apresenta no mesmo barco de Paulo Guedes (ou “Piriguedes”). No barco dos banqueiros, do imperialismo, contra o povo brasileiro. No barco dos golpistas, da extrema-direita.

Zeca Dirceu, embora tenha feito de uma posição nitidamente moderada e reformista, limitando-se aos espaços do Congresso Nacional, ao menos denunciou o verdadeiro caráter de Guedes, de sua Reforma da Previdência e do governo Bolsonaro. Nem mesmo essa posição é tolerada pela esquerda golpista, como é o caso de Manuela D’Ávila. Essa defesa de Guedes significou o ataque a Dirceu e ao PT, em mais uma clara demonstração do caráter golpista dessa ala do PCdoB, que busca de todos os modos colocar o PT para escanteio pelo menos desde as eleições presidenciais do ano passado.

É bom lembrar que Manuela foi imposta como vice de Lula (e depois de Haddad) como condição para que o PCdoB não apoiasse o abutre Ciro Gomes. Mas, na prática, Manuela trabalhou para boicotar a eleição do candidato petista, e sua turma apoiou concretamente o vigarista do PDT até o final. Depois das eleições, o PCdoB iniciou a criação de uma “frente democrática” sem o PT, junto com PDT e PSB, para fingir que faria oposição a Bolsonaro no Congresso, apenas para desmobilizar o movimento popular pela derrubada do governo ilegítimo. O PCdoB chegou ao cúmulo do oportunismo ao apoiar Rodrigo Maia na eleição para a presidência da Câmara, sendo este um político de extrema-direita fundamental para a própria sustentação do governo Bolsonaro.

Mas está cada vez mais difícil fingir que é oposição a Bolsonaro. Repreender alguém (ainda mais de um partido que ela diz ser aliada) por ter dito a verdade sobre Paulo Guedes em uma linguagem popular, e que o povo adorou e fez coro, servindo de propaganda contra o governo Bolsonaro, é a mesma coisa que repreender os milhões de brasileiros que já gritaram com gosto: “Ei, Bolsonaro, vai tomar no cu!”. É estar contra o povo e a favor de Bolsonaro.

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