“Eleições não bastam”
Em entrevista exclusiva a COTV, o ex-presidente de Honduras pontua a necessidade de defender Lula e lutar contra o imperialismo.
Luiz_Inácio_Lula_da_Silva_and_Manuel_Zelaya,_ABR_August_07,_2007
Zelaya junto a Lula, demonstram a importância da unidade contra o imperialismo. | Agência Brasil
Luiz_Inácio_Lula_da_Silva_and_Manuel_Zelaya,_ABR_August_07,_2007
Zelaya junto a Lula, demonstram a importância da unidade contra o imperialismo. | Agência Brasil

Em entrevista exclusiva ao programa Conexão América Latina, da COTV, o ex-presidente do Honduras, Manuel Zelaya, denunciou os ataques do imperialismo à toda América Latina.

Citando Lula, como um dos “líderes do movimento de independência” dos países do continente, Zelaya atacou a fraude eleitoral das eleições de 2018, da qual considera uma armação do imperialismo “que prendeu Lula para eleger Bolsonaro”

Além disso, o ex-presidente hondurenho, o primeiro a ser golpeado na nova onda de golpes de Estado organizados pelo imperialismo que varreu o continente, declarou que as “eleições não são o suficientes para enfrentar a direita”, e citou as ações do “esquadrão da morte”.

Graças a sua experiência direta nos golpes de Estado que envolveram a América Latina, Zelaya pontua que a ação dos militares que o derrubaram, assim como a ação de ataque à esquerda nos países, é organizada diretamente pelo imperialismo.

Para o ex-presidente, Lula, Cháves, Correa, e os demais governos nacionalistas, são nomes de um período de luta contra o imperialismo, mas não apenas isso, nomes ligados a população responsáveis pela formação de inúmeros programas populares. A burguesia revoltou-se justamente contra isso, graças aos interesses meramente capitalistas, como mesmo explica Zelaya.

Além de explicar a importância da luta política no Brasil para toda América Latina, é colocado justamente a importância da esquerda em se organizar para um real confronto com as forças imperialistas, que ele considera enfraquecidas graças a crise.

Dessa maneira, ao contrário do que busca explicar a esquerda pequeno-burguesa brasileira, não há nada que possa ser conseguido apenas por eleições, acordos, e sem uma real mobilização das bases. Neste caso, não é o PCO que declara, mas sim, o primeiro presidente a sofrer com a onda de golpes de Estado, sendo inclusive, exilado de seu país, que hoje encontra-se com uma profunda miséria vigente.

O reflexo do que aconteceu em Honduras já pode ser visto no Brasil, os acontecimentos são claros: apenas a luta contra o golpe e em defesa dos direitos de Lula são o caminho real para derrota do imperialismo.

Veja abaixo a entrevista:

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