Manobras da OTAN: imperialismo fecha o cerco contra a Rússia

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Saiu uma reportagem na página de internet da Carta Capital anunciando que ontem, na quinta-feira (25/10), a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), uma aliança militar formada pelos países imperialistas em 1949, após a Segunda Guerra Mundial, iniciou seus maiores exercícios militares desde o fim da chamada “Guerra Fria”.

O treinamento ocorreu na Noruega, e envolveu cerca de 50 mil soldados, 250 aeronaves, 65 navios e 10 mil veículos – com a participação de mais de 30 países. O pretexto para o treinamento seria a defesa, pela OTAN, de um Estado-membro caso haja alguma agressão vinda do exterior.

O secretário-geral da organização, Jens Stoltenberg, disse que o clima de segurança da Europa se deteriorou muito nos últimos anos, e ainda ressaltou, cinicamente, que a OTAN “não busca conflito” mas querem “enviar um sinal para as nações e potências adversárias”. Trata-se de uma mensagem implícita à Rússia, pois o ponto central dos conflitos do imperialismo no território Europeu, como é o caso da Ucrânia que vive em um profunda guerra civil, se dá de forma indireta com a potência da Vladimir Putin.

Ou seja, o imperialismo está se programando para um confronto com a Rússia. E inclusive, este jornal tem anunciado isto sistematicamente, já que também o imperialismo tem procurado anexar à OTAN diversos países pequenos que fazem fronteira ou estão perto da Rússia e aliados.

A Rússia também está se preparando para uma possível agressão do imperialismo, fortalecendo-se militarmente no Ártico, ou fazendo exercícios militares com centenas de milhares de tropas, que só faz sentido para um país que está se preparando para uma guerra.

Os próprios russo viram este exercício da OTAN como uma ação contra o país, e denunciaram que trata-se de uma provocação, por conta até da proximidade que se encontra a Noruega.

Seja pelo leste da Europa ou pelo Oeste do Mar Atlântico, a verdade é que cada vez mais têm aumentado as tropas do imperialismo ocidental na zona Oriental, onde a Rússia e a China têm uma grande influência. Inclusive, faz pouco tempo a Inglaterra, que está saindo da União Europeia, anunciou que irá manter as tropas na Noruega.

A Rússia tem desenvolvido toda uma tecnologia de guerra moderna, com mísseis de alta qualidade e todo um arsenal bem calibrado. O próprio presidente, Vladimir Putin, alertou para uma nova corrida armamentista.

E apesar de a Rússia ter aceitado o convite para observar o treinamento da OTAN na Noruega, a verdade é que as tensões só fazem aumentar entre os dois países – fato que fica comprovado com a saída dos EUA do pacto nuclear de 1987 (INF).

Porém, é preciso denunciar que a OTAN, de fato, é quem está provocando toda esta crise, pois o imperialismo tem interesse em derrubar o nacionalismo russo, que tem desenvolvido o país oriental de uma forma nunca vista depois do fim da URSS.

É para isso que serve a OTAN: cercar e pressionar a Rússia. Quando foi criada em 1949, também foi com esse motivo. A única diferença era que na época a Rússia se chamava União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). Trata-se de uma política agressiva do imperialismo contra os russos.