Manobra eleitoral: contra Bolsonaro, imprensa tira da cartola um “escândalo” de 2011

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Na reta final das eleições, mais uma notícia escandalosa assombra a campanha de Bolsonaro. Nesta terça-feira (25), a Folha de S. Paulo revelou que Ana Cristina Valle, ex-mulher de Jair Bolsonaro (PSL), teria ido morar na Noruega em função de ter sofrido ameaças de morte. De acordo com a imprensa, o caso foi relatado em 2011 através de um telegrama reservado e subsequentemente arquivado no Itamaraty – ao qual somente a Folha teve acesso.

Já na quarta-feira (26), o mesmo jornal publicara que Ana Cristina Valle havia utilizado as redes sociais para negar o fato. A ex-mulher de Bolsonaro afirmou não ter sofrido qualquer tipo de ameaça, respondeu à imprensa, e defendeu a candidatura do troglodita.

O jornal divulgou o depoimento de cinco pessoas, todas próximas de Ana Cristina. Dentre elas somente uma decidiu se identificar; enquanto as outras quatro disseram que só falariam sob anonimato. Os depoimentos de Ana Cristina e das pessoas que falaram sobre o caso são contrastantes. Por parte das pessoas que deram entrevista, ouviu-se:

“Ela tentou asilo político aqui, o que foi negado pelo departamento de imigração local. Dizia que estava sendo ameaçada pelo ex-marido, o Jair Bolsonaro, que ele havia tirado a guarda do filho dela”.

“Todo mundo aqui em Oslo sabe que o discurso dela era: estou aqui por medo do meu ex-marido e, se você quiser, a gente pode fazer uma lista de pessoas daqui que sabem dessa história”.

Todavia, em um vídeo publicado para rebater a reportagem da Folha, Ana Cristina diz: “Venho aqui muito indignada desmentir a suja Folha de S. Paulo, que publica que o Jair me ameaçou de morte. Nunca.”

O que nos estranha é: a direita mais tradicional e a imprensa burguesa estavam guardando essa denúncia até agora? Num consórcio liderado pela direita golpista – cujo objetivo final é transferir votos “antipetistas” para Geraldo Alckmin (PSDB) –, todos os esforços estão concentrados para alavancar a campanha #EleNão. Embora Alckmin apareça muito atrás nas pesquisas, a burguesia mantém firme o curso dessa política. Com efeito, todas as manobras serão executadas para levar para o segundo turno Alckmin contra Bolsonaro.