Manobra demagógica: bancada feminina quer mais mulheres em 2020

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O que ficou evidente com as votações, transmitidas nos canais de televisão e na internet ao vivo, para que todo o povo pudesse constatar, como a votação do Impeachment, é o quão reacionário e direitista é o parlamento brasileiro eleito através das farsas eleitorais.

Na tentativa de amenizar a imagem do congresso diante de tamanha crise política que vem tomando forma ao longo dos últimos anos, a chamada bancada feminina, formada por deputadas de diversos partidos, inclusive da extrema-direita inimiga das mulheres, quer aprovar uma cota de 20% das vagas das efetivas para serem preenchidas obrigatoriamente por mulheres, começando nas eleições municipais de 2020.

Uma medida muito parecida com essa foi aprovada para as eleições de 2018, a obrigatoriedade do uso de 30% do Fundo Eleitoral para financiar campanhas femininas, porém o que se viu foram mulheres recrutadas para servirem de laranja para partidos cumprirem a cota estipulada e desviarem o dinheiro, por vezes nem tendo ciência de que eram candidatas. Comprovando que essas cotas não servem para nada e só prejudicam os partidos pequenos, com poucas pessoas.

Medida alguma, muitos menos parciais como essa, vai mudar o caráter da Câmara que está longe de representar a população. As eleições de 2020, assim como foram as de 2018, caminham para serem controladas pela direita golpista, que se utliza dos financiamentos bilionários dos partidos burgueses e da justiça eleitoral para boicotar os partidos da esquerda.

Se essa medida for aprovada, a única diferença é que os candidatos direitistas inimigos das mulheres terão sua política representada por rostos femininos. Eleger mais mulheres não significa um avanço enquanto as eleitas continuarem a política neoliberal e fascista de ataque aos direitos dos trabalhadores, e com as eleições controladas é exatamente o que vai acontecer.

É uma medida originada de um grupo de candidatas que em nada contribuiu para um real avanço da luta pelos direitos das mulheres, ou seja não passa de mais uma medida demagógica para tentar dar um aparência mais democrática para um parlamento majoritariamente comprado pela burguesia golpista.