Biden x Trump
As últimas pesquisas eleitorais da grande imprensa burguesa americana evidenciam a manipulação eleitoral e que Joe Biden é o candidato preferido da burguesia.

Por: Redação do Diário Causa Operária

As eleições presidenciais dos Estados Unidos de 2020 ocorrem em um cenário cada vez mais caótico, influenciados pela crise econômica, do coronavírus e também civil devida a polarização cada vez maior envolvendo os episódios de racismo e violência policial, que culminaram em protestos cada vez mais radicalizados. Dentro deste cenário, as eleições não poderiam passar ilesas, e ao contrário do que aparentam representar as pesquisas eleitorais, a situação está cada vez mais acirrada entre Joe Biden e Donald Trump.
Desde o início das campanhas, as pesquisas eleitorais demonstraram uma grande vantagem de Joe Biden em relação a Trump, e isso perdurou até pelo menos o último domingo (1), quando grandes veículos da imprensa burguesa norte americana, o The New York Times e o Washington Post, lançaram suas pesquisas de intenção de voto com grandes diferenças entre si, o que coloca em cheque a veracidade destas pesquisas. Enquanto que para o The New York Times Joe Biden estaria na frente de Trump com grande vantagem em estados chave como Flórida e Pensilvânia, para o Washington Post essa vantagem é quase nula nos dois estados, inclusive o cenário seria outro na Flórida. Segundo as pesquisas do Washington Post, Joe Biden estaria com 51% de intenções de voto na Pensilvânia, enquanto Trump somou 44%. Já na Flórida, Donald Trump aparece em primeiro nas pesquisas, com 50% da intenções de voto, enquanto Biden ficaria com 48%, ou seja, um empate técnico entre os dois se considerarmos a margem de erro de 2%.
Outro jornal da imprensa burguesa que reforçou as pesquisas conflitantes entre os candidatos foi o Wall Street Journal, onde Trump estaria atrás de Biden em dez pontos no cenário nacional, mas em estados que são verdadeiros “campos de batalha”, incluindo Pensilvânia e Flórida, essa vantagem estaria caindo gradativamente, onde a vantagem média caiu de 10% para 6% em apenas um mês. É certo que as eleições estadunidenses estão refletindo o atual momento do país, e o futuro eleitoral, assim como o econômico e social, está cada vez mais incerto para os americanos.
Outro fator que é importante analisarmos com as pesquisas eleitorais recentes, é que essa foi mais uma demonstração de que independente se estamos tratando de um país imperialista como os Estados Unidos ou de um país explorado como por exemplo o Brasil, a grande imprensa e os institutos de pesquisa são utilizados para os interesses burgueses, principalmente em períodos eleitorais tão polarizados e tão conflitantes, como está acontecendo nos últimos anos. Essa não é a primeira vez que as eleições nos Estados Unidos apresentam pesquisas confusas sobre a situação de candidatos democratas e republicanos, em 2016, quando Trump foi eleito a primeira vez, as pesquisas davam vitória praticamente certa a Hillary Clinton, o que não aconteceu, e isso ocorre porque naquela ocasiao Hillary era a candidata preferida da burguesia norte americana.
Essa evidente manipulação de pesquisas pode ser explicada também pelos conflitos que ocorrem até mesmo dentro da burguesia norte americana, e também o quanto isso interfere nas economias de outros países, como China e Alemanha. Para o jornal South China Morning Post, a China “estaria em estado de alerta pelo pós-eleição dos EUA, e que a incerteza no resultado poderia estimular ações até a posse”. Enquanto isso, para o alemão Handelsblatt, “a vitória deJoe Biden poderia ser tudo menos algo confortável para as empresas alemãs”.
É evidente que o clima de desconfiança e incerteza das eleições norte americanas também influenciam o mercado financeiro e a economia mundial, e por isso as manipulações de pesquisas são amplamente utilizadas principalmente agora na reta final das eleições. Apesar de Joe Biden e Donald Trump serem verdadeiros representantes da política imperialista, a burguesia e o mercado financeiro tem seus candidatos preferidos, e desta vez Joe Biden foi o escolhido. Biden sempre foi amplamente apoiado por grandes veículos de imprensa como o The New York Times, The Economist, CNN entre outros, e Donald Tump sempre foi o preferido da burguesia em que seus negócios se baseiam em negócios internos, os mais atingidos com a crise de 2008. Por isso, nesta reta final, fica mais evidente a manipulação de pesquisas e quem nesse caso é o preferido da ala burguesa mais poderosa do país.
Essa situação não é exclusividade dos Estados Unidos, e isso pode ser observado também no Brasil, com as eleições municipais de 2020, e isso deve ser ainda mais forte nas eleições presidenciais de 2022, onde o candidato escolhido da burguesia, que ainda não foi escolhido devido aos conflitos evidentes entre a burguesia sustentada pela direita “moderada” e a burguesia sustentada pela extrema direita, deve ser o grande protagonista de pesquisas manipuladas que nada condizem com a realidade e o verdadeiro desejo dos trabalhadores.
As pesquisas eleitorais norte americanas apenas refletem os interesses burgueses e aquele que foi escolhido como o candidato para representar estes interesses e colocar em prática suas políticas e também intensificar o imperialismo mundial.

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