Biden x Trump
As últimas pesquisas eleitorais da grande imprensa burguesa americana evidenciam a manipulação eleitoral e que Joe Biden é o candidato preferido da burguesia.
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
biden-trump-junho
Joe Biden, o candidato escolhido da burguesia desta vez. | Foto: Reprodução.

As eleições presidenciais dos Estados Unidos de 2020 ocorrem em um cenário cada vez mais caótico, influenciados pela crise econômica, do coronavírus e também civil devida a polarização cada vez maior envolvendo os episódios de racismo e violência policial, que culminaram em protestos cada vez mais radicalizados. Dentro deste cenário, as eleições não poderiam passar ilesas, e ao contrário do que aparentam representar as pesquisas eleitorais, a situação está cada vez mais acirrada entre Joe Biden e Donald Trump.
Desde o início das campanhas, as pesquisas eleitorais demonstraram uma grande vantagem de Joe Biden em relação a Trump, e isso perdurou até pelo menos o último domingo (1), quando grandes veículos da imprensa burguesa norte americana, o The New York Times e o Washington Post, lançaram suas pesquisas de intenção de voto com grandes diferenças entre si, o que coloca em cheque a veracidade destas pesquisas. Enquanto que para o The New York Times Joe Biden estaria na frente de Trump com grande vantagem em estados chave como Flórida e Pensilvânia, para o Washington Post essa vantagem é quase nula nos dois estados, inclusive o cenário seria outro na Flórida. Segundo as pesquisas do Washington Post, Joe Biden estaria com 51% de intenções de voto na Pensilvânia, enquanto Trump somou 44%. Já na Flórida, Donald Trump aparece em primeiro nas pesquisas, com 50% da intenções de voto, enquanto Biden ficaria com 48%, ou seja, um empate técnico entre os dois se considerarmos a margem de erro de 2%.
Outro jornal da imprensa burguesa que reforçou as pesquisas conflitantes entre os candidatos foi o Wall Street Journal, onde Trump estaria atrás de Biden em dez pontos no cenário nacional, mas em estados que são verdadeiros “campos de batalha”, incluindo Pensilvânia e Flórida, essa vantagem estaria caindo gradativamente, onde a vantagem média caiu de 10% para 6% em apenas um mês. É certo que as eleições estadunidenses estão refletindo o atual momento do país, e o futuro eleitoral, assim como o econômico e social, está cada vez mais incerto para os americanos.
Outro fator que é importante analisarmos com as pesquisas eleitorais recentes, é que essa foi mais uma demonstração de que independente se estamos tratando de um país imperialista como os Estados Unidos ou de um país explorado como por exemplo o Brasil, a grande imprensa e os institutos de pesquisa são utilizados para os interesses burgueses, principalmente em períodos eleitorais tão polarizados e tão conflitantes, como está acontecendo nos últimos anos. Essa não é a primeira vez que as eleições nos Estados Unidos apresentam pesquisas confusas sobre a situação de candidatos democratas e republicanos, em 2016, quando Trump foi eleito a primeira vez, as pesquisas davam vitória praticamente certa a Hillary Clinton, o que não aconteceu, e isso ocorre porque naquela ocasiao Hillary era a candidata preferida da burguesia norte americana.
Essa evidente manipulação de pesquisas pode ser explicada também pelos conflitos que ocorrem até mesmo dentro da burguesia norte americana, e também o quanto isso interfere nas economias de outros países, como China e Alemanha. Para o jornal South China Morning Post, a China “estaria em estado de alerta pelo pós-eleição dos EUA, e que a incerteza no resultado poderia estimular ações até a posse”. Enquanto isso, para o alemão Handelsblatt, “a vitória deJoe Biden poderia ser tudo menos algo confortável para as empresas alemãs”.
É evidente que o clima de desconfiança e incerteza das eleições norte americanas também influenciam o mercado financeiro e a economia mundial, e por isso as manipulações de pesquisas são amplamente utilizadas principalmente agora na reta final das eleições. Apesar de Joe Biden e Donald Trump serem verdadeiros representantes da política imperialista, a burguesia e o mercado financeiro tem seus candidatos preferidos, e desta vez Joe Biden foi o escolhido. Biden sempre foi amplamente apoiado por grandes veículos de imprensa como o The New York Times, The Economist, CNN entre outros, e Donald Tump sempre foi o preferido da burguesia em que seus negócios se baseiam em negócios internos, os mais atingidos com a crise de 2008. Por isso, nesta reta final, fica mais evidente a manipulação de pesquisas e quem nesse caso é o preferido da ala burguesa mais poderosa do país.
Essa situação não é exclusividade dos Estados Unidos, e isso pode ser observado também no Brasil, com as eleições municipais de 2020, e isso deve ser ainda mais forte nas eleições presidenciais de 2022, onde o candidato escolhido da burguesia, que ainda não foi escolhido devido aos conflitos evidentes entre a burguesia sustentada pela direita “moderada” e a burguesia sustentada pela extrema direita, deve ser o grande protagonista de pesquisas manipuladas que nada condizem com a realidade e o verdadeiro desejo dos trabalhadores.
As pesquisas eleitorais norte americanas apenas refletem os interesses burgueses e aquele que foi escolhido como o candidato para representar estes interesses e colocar em prática suas políticas e também intensificar o imperialismo mundial.

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas