Contra o Estado burguês
O episódio mostra porque é preciso defender o direito de autodefesa do povo
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
picturemessage_3b25ip3s.g1p
Manifestantes ocupam o centro de Curitiba | Foto: Reprodução

As reações da torcida Gaviões da Fiel em São Paulo, no domingo (31) e dos Antifas em Curitiba, nesta segunda (1º), que reagiram à Polícia Militar, levantou o debate sobre se a forma de ação dos torcedores, antifascistas, é legítima ou “descaracteriza o movimento”.

Em Curitiba, na noite de segunda, a Polícia Militar do Paraná reprimiu duramente manifestação que se dirigia ao Centro Cívico, ao palácio Iguaçu. Os manifestantes reagiram, quebraram agências bancárias da Av. Cândido de Abreu e se enfrentaram com a PM.

Isso ocorreu após o ato antirracista que foi realizado a noite desta mesma segunda na praça Santos Andrade, sobre o que tem ocorrido nos EUA. Após o término deste ato em frente à UFPR, um grupo grande, 1.200 segundo a PM, dirigiu-se para o Centro Cívico em marcha. Para evitar que esse grande contingente de pessoas se dirigisse ao centro cívico, a PM então passou a reprimir a manifestação logo que ela chegou na Av. Cândido de Abreu, que dá acesso ao Centro Cívico. Foi então que os manifestantes se defenderam e passaram a revidar as agressões da PM, atacando agências bancárias e outros órgãos privados.

Ao chegarem ao Centro Cívico, os manifestantes pegaram a bandeira do Brasil, que fica hasteada no mastro em frente ao Palácio Iguaçu, sede do governo estadual, e queimaram-na. A PM novamente reprimiu o ato e um novo confronto se iniciou, resultando em 8 pessoas detidas e boa parte do centro cívico com sequelas da repressão policial.

Essa atitude combativa, diante das agressões do aparato de repressão estatal, repercutiram por todo o País e dela foi levantada a legitimidade das ações dos “antifascistas” em relação aos demais manifestantes. O velho argumento de vandalismo foi destaque nos jornais burgueses e a própria esquerda acabou indo na onda da imprensa capitalista golpista:

“Os organizadores da manifestação contra o rascismo, aliás, divulgaram nota afirmando que o ato ocorreu de forma pacífica e ordeira, e apontam a suspeita de que os episódios de vandalismo ocorridos após o encerramento do evento podem ter sido provocados por ‘infiltrados’ organizados para criminalizar o evento.”

É preciso dizer que essa abordagem não poderia ser mais equivocada. O povo tem o direito de reagir e se defender de qualquer agressão, sobretudo agressões criminosas como as da PM. O ataque às agências bancárias e ao Palácio Iguaçu (com a queima da bandeira) é a expressão do repúdio ao regime. Essa expressiva manifestação ocorreu, inclusive, um dia após as torcidas organizadas e o PCO acabarem com a carreata bolsonarista no domingo apresentando um novo cenário da mobilização na capital e no país, que precisa ser defendida pela esquerda.

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas