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Capitão do mato
Manifestações aumentam contra capitão do Mato da Fundação Palmares
O capitão do mato representa de forma genuína a política do governo Jair Bolsonaro
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Capitão do mato
Manifestações aumentam contra capitão do Mato da Fundação Palmares
O capitão do mato representa de forma genuína a política do governo Jair Bolsonaro
Protestos contra o capitão do mato, Sérgio Camargo
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Protestos contra o capitão do mato, Sérgio Camargo

O governo fascista de Jair Bolsonaro indicou Sérgio Nascimento de Camargo, um verdadeiro capitão do mato, para ocupar a presidência da Fundação Palmares.

Sérgio Nascimento, o capitão do mato do governo Bolsonaro, tem se destacado pelos ataques ao movimento negro desde que assumiu a Fundação. Afirmou que a escravidão foi benéfica para os negros e que o movimento negro deveria ser extinto, atacou manifestações culturais dos negros, como rap, funk e capoeira. Além disso, disse que o Dia da Consciência Negra deveria ser extingo e atacou o símbolo da resistência negra Zumbi dos Palmares, ao dizer que este era um “bandido ou defensor de bandidos”. Sérgio ainda se posicionou contra as cotas raciais e negou a existência de racismo no país.

Personalidades negras foram atacadas pelo capitão do mato, como Lázaro Ramos, Taís Araújo, Marielle Franco, Angela Davis, Gilberto Gil, Leci Brandão, Mano Brown, Emicida e Camila Pitanga, o compositor e sambista Martinho da Vila foi chamado de “vagabundo”. Sérgio, inclusive, disse que Martinho deveria ser “mandado para o Congo”.

As reações às declarações do capitão do mato foram imediatas. O músico Oswaldo de Camargo Filho, fundador da rede do Samba, irmão de Sérgio Nascimento manifestou indignação com a nomeação de seu irmão para a Fundação Palmares. “Tenho vergonha de ser irmão desse capitão do mato. Sérgio Nascimento de Camargo, hoje nomeado presidente da Fundação PALMARES”, escreveu Oswaldo de Camargo em seu Facebook.

O sambista Martinho da Villa rebateu as declarações de Sérgio Nascimento ao dizer “quem é você que não sabe o que diz?”

A Fundação Palmares foi criada com o objetivo de valorizar a cultura negra, que faz parte do patrimônio social e cultural do Brasil. Controlada pela extrema-direita bolsonarista, ao contrário, a Fundação tem se transformado em uma instituição de apoio ao racismo e de negação histórica das lutas dos negros. O capitão do mato representa de forma genuína a política do governo Jair Bolsonaro, de ataques aos negros e de destruição de sua história e cultura.