Perseguição nas eleições
Censurar um partido revolucionário, além de antidemocrático é se colocar contra o avanço dos trabalhadores na luta política, o que deve ser amplamente denunciado
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Orlando Andrade, candidato do PCO em Feira de Santana (BA) | Foto: reprodução

A TVE, emissora de televisão do Estado da Bahia, governador Rui Costa (PT), anunciou que promoverá debate no próximo sábado (31) entre os candidatos a prefeitura de Feira de Santana e mais uma vez escancarou a perseguição e a censura ao Partido da Causa Operária. Dos 9 candidatos que concorrem às eleições na cidade, apenas o candidato do PCO, Orlando Andrade, não foi convidado para o debate, o que já havia acontecido também no debate promovido pela TVE com os candidatos de Salvador, onde o candidato do PCO também foi excluído.

Embora a TVE seja uma emissora estatal de um governo de esquerda, tem demonstrado que os métodos de setores da esquerda ligados à burguesia e à frente ampla, como é o caso de Rui Costa, se assemelham em muito aos métodos das emissoras de TV comandadas diretamente pela burguesia e que sempre buscam censurar e perseguir aqueles que se propõe a enfrentar a direita e a própria burguesia.

A esquerda que persegue e censura outros partidos de esquerda está trabalhando para a direita, que tem muito a ganhar com a não participação do PCO nos debates. O PCO é único partido que participa das eleições para travar uma luta política real, para chamar os trabalhadores a se mobilizarem e lutarem contra seus inimigos, e é assim em todas as atividades que o partido participa durante as eleições como os debates.

Existem vários outros casos em todo o país de candidatos do PCO que não foram convidados para debates ou entrevistas das quais todos os outros candidatos de partidos de direita e de esquerda foram convidados. Além disso por diversas vezes os candidatos do Partido da Causa Operária das poucas vezes em que conseguem algum espaço na imprensa burguesa ou alternativa têm sua participação descaradamente censurada.

Há algumas semanas também na Bahia o candidato do PCO, em Salvador, Rodrigo Pereira teve um vídeo censurado por conta de cartazes com palavras de ordem levantadas pelo partido como o fora Bolsonaro e liberdade para Lula, onde a emissora que transmitiria o vídeo exigiu que a mensagem do candidato fosse gravada sem os cartazes ou não seria exibida, numa nítida chantagem para o PCO abrir mão da sua política.

Outra ocasião parecida envolvendo cartazes de fora Bolsonaro, aconteceu no Recife-PE com o candidato Victor Assis em um debate ao vivo na UFPE quando candidatos da direita antes do início do debate exigiram que o candidato do PCO retirasse os cartazes, o que foi acatado pela mediação do debate que de forma direitista ameaçou expulsar o PCO do debate caso não atendesse ao pedido da direita e durante o debate ao denunciar as políticas de ataque ao povo do candidato da direita Mendonça Filho (DEM) foi novamente censurado pelo DEM e pela mediação.

Uma outra ocasião aberrante foi a censura sofrida pelo candidato do PCO em Porto Alegre, Luiz Delvair, que ao defender a política do partido pelo fora Bolsonaro teve o microfone desligado e não pode dar continuidade à sua exposição tendo o seu tempo retirado com a justificativa de estar falando de temas que não teriam relação com o intuito do debate que era voltado para problemas relacionados à situação da criança e do adolescente.

Estes e muitos outros casos deixam claro que os candidatos do PCO vão para os debates para defender seu programa, denunciar as eleições antidemocráticas e para desmascarar a direita e todos aqueles que atuam para massacrar o povo, como fazem os fascistas por exemplo, ou para barrar as mobilizações populares, como fazem setores da própria esquerda. Neste sentido é de interesse tanto da direita como da esquerda pequeno-burguesa que o PCO não participe dos debates ou de quaisquer discussões em que possa pressionar a esquerda a seguir a política certa para os trabalhadores e denunciar as barbáries cometidas pela direita contra os trabalhadores.

A esquerda que escolhe o caminho da censura para silenciar e excluir outros partidos políticos, principalmente os outros partidos de esquerda, faz o jogo da burguesia nas eleições. Esta mesma esquerda que censura participa das eleições imitando a direita em todos os aspectos, fazendo uma campanha despolitizada e completamente alheia à luta política da classe trabalhadora. Em resumo a esquerda pequeno-burguesa nas eleições adere a um outro programa, diferente dos programas de esquerda e assume o mesmo papel que a direita de ludibriar colocando as eleições como a solução para os problemas do povo e transformando as eleições em um concurso de melhor gestor do estado burguês, deixando completamente de lado a mobilização das massas.

Censurar um partido revolucionário, além de antidemocrático é se colocar contra o avanço dos trabalhadores na luta política, o que deve ser amplamente denunciado por todos os meios possíveis, razão pela qual também fica clara a importância da manutenção de uma imprensa independente como as mantidas pelo PCO, sem as quais dificilmente estas arbitrariedades seriam denunciadas.

O PCO em Feira de Santana e em todo o país continuará fazendo sua campanha política, sobretudo nas ruas, independentemente das sabotagens que sofrem de diversos setores como a imprensa e o judiciário, defendendo o Fora Bolsonaro e Lula candidato em 2022!

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