Mais uma prisão política no Equador: regime de Lenín Moreno prende amigo de Assange

olabini

Da redação – Quando se trata de direitos digitais e segurança da Internet, a democracia burguesa expõe sua face ditatorial mais severa, perseguindo e aprisionando ativistas e defensores da privacidade de dados pessoais e liberdade de expressão, a exemplo da prisão política de Julian Assange após anos de perseguição pelo vazamento de documentos sigilosos do imperialismo.

Na última sexta-feira (12), logo depois da prisão de Assange, o governo de Lenin Moreno fez outro preso político, Ola Bini, desenvolvedor de software livre, por suposta colaboração com o sítio Wikileaks. O sueco foi detido no aeroporto de Quito, capital do Equador, sem acesso a intérprete, advogado ou notificação ao país de origem por mais de 24 horas.

Acusado de conspirar contra o governo equatoriano, a detenção de Bini foi transformada em prisão preventiva, apesar da busca e apreensão em sua casa não terem resultado em prova alguma e sua ligação com Julian Assange ser apenas de amizade, sem qualquer colaboração com o Wikileaks.

A prisão totalmente arbitrária de Ola chama a atenção para o risco que a comunidade de software livre está correndo, com a possível criminalização dos desenvolvedores de ferramentas de segurança digital e ativistas pela privacidade na rede. A vigilância digital em massa e a espionagem são atividades essenciais para que o imperialismo mantenha o controle global, e nessa fase de crise capitalista suas atividades não podem sofrer qualquer mínima ameaça e, para isso, desrespeitará qualquer direito individual ou coletivo.