Ditadura paramilitar
O assassinato da dirigente social, Gloria Ocampo, aumenta para mais de 600 ativistas assassinados desde o acordo de paz em 2016.
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Glória Ocampo, líder social executada pelas milicias de Iván Duque. Foto: internet |

Mais um assassinato de militante social na Colômbia. Desta vez a vítima foi , Gloria Ocampo, 37 anos,defensora dos direitos humanos e secretária do Conselho de Ação Comunitária da aldeia de La Estrella, no departamento de Putumayo, localizado em região amazônica à sudoeste do pais.A execução foi em sua casa , juntamente com um vizinho de 69 anos. Dois homens chegaram à noite, confirmaram a identidade da vítima e dispararam à queima roupa, caracterizando assim a execução.

Com esta assassinato sobe para mais de 600 o número de líderes executados na Colômbia desde que foi firmado o acordo de paz com as FARC em 2016. A dirigente participou do acordo o qual tem se mostrado como um grande erro pois o número de mortos não para de aumentar. Os assassinatos ocorrem principalmente nos departamentos de Cauca, Antioquia e Narinõ. Em 2019 250 líderes foram mortos e somente em dezembro 23 execuções ocorreram. O assassinato de Glória Ocampo inaugura o derramamento de sangue opositor na Colômbia em 2020.
As organizações sociais estimam que no momento estejam em torno de 600 dirigentes com as vidas ameaçadas pelas milícias.

Muitas províncias são controladas por milícias paramilitares mantidas pelo governo ditatorial disfarçado de democracia. Os paramilitares atuam com total apoio encoberto do governo colombiano. Iván Duque, que é de extrema-direita e da ala do ex-presidente Álvaro Uribe, que tinha grandes ligações com os paramilitares. A anunciada democracia na verdade não passa de uma ditadura controlada pelos interesses dos EUA , tornando a Colômbia ponto importante para o controle de todo o continente, em especial a vizinha Venezuela.

A tática de assassinar líderes sociais nas comunidades é a mesma usada pelo governo fascista de Bolsonaro. Se não financia diretamente as milícias assassinas, às estimula com declarações e com a indulgência da polícia, que a princípio deveria no mínimo investigar e posteriormente punir os responsáveis. O objetivo de Ivan Duque e dos demais governos de direita é um só: eliminar as direções , quebrando a espinha dorsal das organizações populares que possam vir a enfrentar os ataques que os governos de direita tem orquestrado sobre a população da América latina. Que não fiquem dúvidas que a ditadura tomou conta do continente.

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