Já é a décima
Um passo no sentido do controle militar sobre a educação do DF, balão de ensaio para a implantação nacional da medida pretendida por Bolsonaro
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Crianças numa escola militar | Foto: Reprodução

É aplicado o modelo de gestão compartilhada civil e militar a mais uma escola do Distrito Federal, o Centro de Ensino Fundamental (CEF) 1 do Riacho Fundo II, totalizando 10 escolas de Brasília funcionando sob o modelo. Imposta através de uma série de manobras do governo do estado e ainda sem uma avaliação objetiva do seu resultado, a militarização das escolas públicas tem liquidado os direitos individuais dos estudantes, forçado a transferência de professores e alunos que não se adaptaram à mudança para outras escolas e trazido para o ambiente escolar elementos das forças de repressão responsáveis por escândalos de assédio sexual e episódios de violência contra os estudantes, conforme noticiado pela própria imprensa capitalista desde o início do processo de militarização.

Sob o subterfúgio argumentativo de que as escolas militares apresentariam melhores resultados acadêmicos do que escolas civis, ocultados os fatos de que o orçamento por aluno das escolas militares costuma ser três vezes maior do que os das escolas civis e que o ingresso em escolas militares é controlado por um exame vestibular, a militarização das escolas civis foi promovida ativamente pelo governador bolsonarista do DF, Ibaneis Rocha, que pretende um resultado quatro vezes maior até 2022. Ao contrário do que se poderia pensar, não foi registrado nenhum ganho de orçamento das escolas dentro deste modelo, que agora contam com agentes do exército e da polícia militar sem treinamento pedagógico algum em sua administração.

A exemplo, é preciso lembrar o episódio ocorrido em 26 de abril no Centro Educacional (CED) 7 em Ceilândia, em que um policial da escola, supostamente para separar uma briga e demonstrando o método adotado nas abordagens policiais cotidianamente, arremessou um estudante ao chão e o imobilizou pelo pescoço. Cinicamente, a corporação, em nota, relatou que o policial em questão teria se deitado sobre o aluno para protegê-lo e que teria até sido agredido pelos outros adolescentes envolvidos.

Notadamente mais um caso em que um agente das forças de repressão é afastado após um escândalo até que se baixe a poeira e ele seja devolvido ao seu posto, do acompanhamento de notícias como esta e sobre novas regras para a apresentação física (para além do uso de uniformes) dos alunos implantadas nas escolas de gestão compartilhada. Fica clara a intenção e o caráter ditatorial da sua expansão, em oposição à qual os estudantes destas escolas já têm se mobilizado. Cabe às organizações de esquerda a organização da mobilização contra o aprofundamento do controle militar sobre setores fundamentais da vida da população.

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