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***EMBARGADA PARA EDITORAS DE LIVROS DIDÁTICOS*** CURITIBA, PR, 26.09.2016: OPERAÇÃO-OMERTÀ - O ex-ministro da Casa Civil e da Fazenda Antonio Palocci (PT) deixa o Instituto Médico Legal (IML) em Curitiba para exame de corpo de delito. Palocci foi preso temporariamente na 35ª fase da Operação Lava Jato, intitulada Omertà, que investiga indicios de relação criminosa entre o ex-ministro e a empreiteira Odebrecht. (Foto: Cassiano Rosário/Futura Press/Folhapress)
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Com o governo Bolsonaro cada vez mais pressionado pela crise, política e econômica, e com a direita ainda tentando se reorganizar para retomar o poder ‘via eleições’, e a força-tarefa da Lava Jato igualmente enfraquecida pelos vazamentos que têm confirmado o que era mais que suspeita, de sua atuação política contra, em particular, o Partido dos Trabalhadores (PT), tem havido uma retomada, acelerada e intensa, contra o PT, dirigentes, ex-ministros, ex-presidentes, e aliados, inclusive os com mandatos.

Os ataques têm vindo principalmente da Polícia Federal, por enquanto sobre o comando do ex-juiz Sérgio Moro, responsável pelos absurdos jurídicos que levaram o ex-Presidente Lula para a prisão, bem como José Dirceu, Delúbio Soares, Antônio Vaccari Neto.

Como reação aos estragos provocados pelos vazamentos de mensagens de membros da Lava Jato, do Juiz Sérgio Moro e outros, levados a cabo pelo The Intercept, tem havido uma enxurrada de operações, com pedidos de prisão, de busca e apreensão, além de sentenças vindas de tribunais eleitorais, como a que condenou o ex-prefeito e ex-candidato a presidência pelo PT, Fernando Haddad, e a que cassou o mandato do governador de Sergipe, Belivaldo Chagas (PSB).

Na sexta-feira, dia 23 de agosto,  a juíza Gabriela Hardt, a mesma que condenou Lula no caso do sítio de Atibaia, autorizou mandados de busca e apreensão contra o banqueiro André Esteves (BTG Pactual), contra a ex-presidente da Petrobras, Graça Foster,  e ainda determinou que policiais federais cumprissem mandado de busca e apreensão no edifício do antigo escritório de advocacia de José Roberto Batochio, um dos advogados de defesa do ex-presidente Lula.

As autorizações estão diretamente ligadas à delação do ex-ministro Antônio Palocci.

Aliás,  partes da delação de Antônio Palocci  têm sido turbinadas, particularmente as que atingem os governos do PT e seus ex-presidentes, Lula e Dilma e enchido páginas de jornais e revistas durante as ultimas semanas. Lembramos que tal delação premiada foi rejeitada pelo Ministério Público, porque Palocci não conseguiu apresentar nada de concreto para corroborar com suas acusações.

Na semana passada, um ex-assessor de Palocci, Branislav Kontic, soltou uma nota para denunciar a pressão que o delator teria feito a ele para confirmar mentiras que teria incluído em suas delações. Kontic, como não cedeu à pressão do ex-ministro, foi ele mesmo incluído em uma das delações de Palocci, acusado por este de ter recebido dinheiro, da Odebrecht  para o Instituto Lula, exatamente no escritório do advogado José Roberto Batochio.

Como não podem controlar os efeitos que os futuros vazamentos das mensagens da força-tarefa da Lava Jato possa produzir, a direita se reorganizou para acelerar uma nova fase de denuncias e de ações, com as instituições que ainda controlam, a Polícia Federal, parte do Ministério Público, membros do Judiciário, a imprensa, para atacar o PT, de forma continuada a fim de produzir o maior desgaste possível.

Não apenas do PT, obviamente, mas de seus aliados e de sua base popular, mas a ideia principal é tentar tirar o PT das eleições. E o fato de o governo Bolsonaro, e antes dele o de Temer, ter colaborado para aprofundar a crise em que o país se encontra, aumentando desemprego, as expectativas dos cidadãos quanto a melhoria de vida e perspectivas boas de futuro, produz uma avaliação bastante negativa para a direita quanto às eleições municipais.

Nesse sentido, Palocci pode não ter prova alguma, mas suas delações serão usadas, depois de vitaminadas, para desgastar o máximo possível o PT e seus dirigentes. No caso do BNDES, para ficarmos com a ultima delação explorada pela imprensa burguesa, a ideia é recolocar ex-ministros dos governos Lula e Dilma na roda e abrir um grande leque de acusações de Caixa 2 contra virtualmente qualquer candidato importante do PT, em nível municipal e estadual.

Trata-se de uma farsa, evidentemente, mas mesmo o Ministério Público, sabidamente descrentes quanto à veracidade das delações de Palocci, vão usá-las contra a esquerda, contra o PT. Sérgio Moro, igualmente descrente sobre o valor da delação, não hesitou em liberar vazamento de parte dela para beneficiar Bolsonaro, imagina o que não fará a direita como um todo, ao se ver ameaçada de mais um fracasso eleitoral.

 

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