Mais uma criança morre ao tentar entrar nos EUA fugindo da devastação em seu país causada pelo imperialismo

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Da redação – Felix Gomez Alonso, de 8 anos de idade, é a segunda criança a morrer em abrigos de detenção dos Estados Unidos em dezembro. O imigrante guatemalteco morreu ontem (25), dia de Natal, no estado do Novo México.

Ele morreu após ir duas vezes ao hospital, a 145 quilômetros de El Paso, na fronteira com o México, não tendo seus problemas resolvidos pelas autoridades sanitárias norte-americanas.

Antes de Felix, a menina Jakelin Caal, de 7 anos, já havia morrido sob custódia das autoridades de imigração dos Estados Unidos, no último dia 13. Ela estava detida pela Patrulha da Fronteira, junto com seus pai e outros imigrantes, e morreu em um hospital de El Paso (no estado do Texas).

A morte das duas crianças é responsabilidade exclusiva do governo norte-americano. Primeiro, e como é fácil de perceber, porque não tiveram um correto atendimento médico, sendo tratadas quase como indigentes por serem imigrantes ilegais, basicamente deixadas para morrer pelas autoridades dos Estados Unidos.

E, em segundo lugar, por uma razão mais profunda: a devastação de seu país pela política de rapina do imperialismo norte-americano. A Guatemala, um país da América Central, sempre foi uma nação totalmente dominada pelos monopólios capitalistas dos Estados Unidos.

O país já sofreu, inclusive, golpes de estado militares para derrubar governos que não atendiam plenamente a política de exploração de seu povo por parte das grandes companhias. Em 1954, para dominar os recursos naturais do país, o imperialismo norte-americano empreendeu uma ampla campanha que resultou na deposição do presidente nacionalista Jacobo Arbenz.

Atualmente, o governo neoliberal de Jimmy Morales reprime os camponeses, ativistas sociais e a população em geral, para controlar a insatisfação popular com sua política de entrega absoluta dos recursos nacionais para o imperialismo. Uma política de fome e miséria para a maior parte do povo guatemalteco, conduzida de fora do país pelas grandes companhias dos Estados Unidos, que impõem essas políticas para lucrarem com a exploração do povo.

Diante da falta de alternativas encontradas e de perspetivas de vida, milhões de guatemaltecos têm deixado o país, iludidos com a intensa propaganda do imperialismo de que, nos Estados Unidos, encontrarão uma vida digna. A realidade da travessia da fronteira do México com os EUA, após milhares de quilômetros percorridos a pé pela América Central, no entanto, é dura e cruel, e a chegada recebida com uma feroz repressão das forças de segurança dos EUA, demonstra o caráter assassino do imperialismo. Mais uma vez.