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O município de Coronel João Sá, Bahia, às vésperas de completar 57 anos de emancipação, no próximo dia 28 de julho teve seu presente de aniversário adiantado pelo Neoliberalismo, que surpreendeu a cidade com maior tragédia de sua história.
Coronel João Sá foi atingido pelas águas do Rio Peixe, após rompimento da barragem do Quati, na cidade vizinha de Pedro Alexandre, deixando o saldo nas duas cidades de 1.500 pessoas desalojadas e 400 desabrigadas.
Esse é o retrato dos diversos ataques causados pela gestão capitalista, que através de seus cortes no orçamento mantém as barragens em estados deploráveis de fissuras e rachaduras, com alta propensão de rompimento, sem falar na total flexibilização da legislação para favorecer grandes empresas e mineradoras que são responsáveis diretas pelo rompimento das barragens.
Obviamente, não se pode colocar esperanças no governo Bolsonaro. Muito pelo contrário, o governo é apoiado pelos lobistas de mineradoras, o ministro do meio ambiente apoia os capitalistas, e o atual ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, já declarou que o Estado não iria intervir na empresa pois isso não seria do agrado do “mercado” (isto é, os grandes capitalistas).
O único sinal aberto para a classe trabalhadora vencer essa política de ataques contra o povo é a expropriação dos donos das empresas e reestatização, de forma a colocar as empresas sob controle dos próprios trabalhadores.
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