Filadélfia
Policiais assassinam mais um jovem negro, agora em bairro da Filadélfia. População, revoltada, vai às ruas e incendeia carros de polícia.
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Kenosha (United States), 25/08/2020.- Protestors are silhouetted against a burning business during a second night of unrest in the wake of the shooting of Jacob Blake by police officers, in Kenosha, Wisconsin, USA, 24 August 2020. According to media reports Jacob Blake, a black man, was shot by a Kenosha police officer or officers responding to a domestic distubance call on 23 August, setting off protests and unrest. Blake was taken by air ambulance to a Milwaukee, Wisconsin hospital and protests started after a video of the incident was posted on social media. (Protestas, Estados Unidos) EFE/EPA/TANNEN MAURY
Manifestantes em protesto em Kenosha, Wisconsin, em outubro deste ano. | Foto: EFE/EPA/TANNEN MAURY

Nesta segunda-feira (26), o aparelho de repressão à população, a serviço da burguesia, assassinou mais um negro a sangue frio em Filadélfia, no estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos. Desta vez, a vítima da polícia fascista foi Walter Wallace Jr., de 27 anos.

Segundo a ocorrência policial, os agentes da repressão foram chamados a uma casa, em Riacho Cobbs, um bairo de Filadélfia, devido a presença de um homem armado. Ao chegar lá, os policiais encontraram Wallace Jr. com uma faca. Após o jovem se recusar a largar a arma branca, os policiais, a uma distância de 3 metros, atiraram 10 vezes contra a vítima, matando-o na hora. O rapaz, em momento algum se dirigiu aos policiais como se os fosse atacar.

O vídeo da ação policial evidenciou a clara intenção dos policiais e em matar Wallace Jr., pois tinham controle da situação e poderiam ter resolvido a situação sem fatalidades. Entretanto, a sua ação evidencia o que já é bastante denunciado neste Diário, que a polícia é uma instituição criada apenas para matar a população pobre e preservar o patrimônio dos mais ricos.

Vizinhos se dirigiram ao local do assassinato para demonstrar sua indignação com a polícia, que cercavam a cena do crime.

A população de Filadélfia, revoltada com o ocorrido, em centenas, tomou as ruas da cidade em protesto pacífico. Porém, a indignação do povo, junto a forte presença policial elevou o tom dos protestos. Saques e destruição de patrimônio foram relatados. Imagens também mostram carros de polícia queimados.

O ocorrido em Filadélfia não é um caso isolado. Mais cedo, neste ano, a polícia de Mineápolis, quando policiais asfixiaram George Floyd até a morte. A repercussão do caso foi tão grande, que incentivou grandes protestos no país inteiro. Outros casos de violência polícial voltaram a ocorrer desde então, aumentando, ainda mais a insatisfação da população.

A Pensilvânia, estado a qual pertence a Filadélfia, é um estado com grande população negra. Isto adiciona um elemento que pode massificar os protestos não apenas na região, mas também reverberando a mobilização para o restante do país.

Entretanto, a violência contra a população negra não é algo novo. O que há de diferente é o aprofundamento da crise capitalista. A classe trabalhadora norteamericana enfrenta imensa onda de desemprego, além de ficar exposta à pandemia, graças a falta de sistema de saúde público no país. Como resultado do aumento da pobreza e do endurecimento do regime, através do governo de extrema-direita de Donald Trump, a população, especialmente a negra, que é, de longe a mais oprimida, tornou-se menos passiva às atrocidades cometidas pelo estado burguês.

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