Mais um ataque aos servidores de Mato Grosso: Mauro Mendes (DEM) quer reduzir salários

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O governo de Mauro Mendes (DEM) começou há pouco mais de um mês e já se revela ainda mais ditatorial e disposto a realizar ataques ainda mais duros ao povo mato-grossense do que o governo anterior, de Pedro Taques (PSDB). O novo governador apresentou um pacote de maldades contra os servidores do estado de Mato Grosso, que já é de conhecimento dos servidores. Esse pacote inclui uma série de ataques, entre eles o congelamento de salários.

Não poderia ser diferente, afinal o governo Mauro Mendes é resultante do mesmo processo eleitoral controlado pelas forças políticas que deram o golpe de Estado que derrubou a presidenta eleita Dilma Rousseff (PT) para implementar um programa de terra arrasada contra o povo brasileiro. Eleições essas que, em uma fraude gritante, elegeram o golpista e fascista Jair Bolsonaro, um declarado inimigo do povo.

Mas os ataques não se resumem a isso: Mauro Mendes quer o aval do STF (Supremo Tribunal Federal) para reduzir os salários dos servidores, que já estão com os salários parcelados e sofrem com atrasos desde o governo de Pedro Taques. O direitista espera do STF o julgamento favorável a medidas que permitam redução de salários dos servidores para reduzir o peso da folha nas contas do Estado, como foi publicado no jornal O Estado de S.Paulo.

Obviamente era isso o que ele queria dizer quando, em seu discurso de posse, afirmou que vai fazer os “enfrentamentos necessários para organizar as finanças do Estado”: forçar os trabalhadores de Mato Grosso a pagar pela crise capitalista.

É preciso alertar aos servidores que não se deve esperar uma decisão favorável a eles por parte do STF, ainda que tal medida seja inconstitucional. É necessário lembrar que, se antes a constituição não era respeitada, agora ela tem sido rasgada cada vez mais a cada dia que passa e o STF tem sido uma peça chave dessa ação criminosa. A única ação coerente diante de ataques tão graves é mobilizar os servidores através de comitês de luta, para enfrentar o regime golpista nas ruas.