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Com a menor popularidade da história (6% de aprovação, ou “margem de erro”), Temer, o candidato do discurso “é preciso ser impopular para tomar medidas impopulares”, vai subir agora às urnas e pedir para esse mesmo povo, um espaço na presidência.

“Vou me candidatar para manter o meu legado na presidência”. Essas são as palavras de Temer, que afirma ser possível aumentar sua credibilidade com a “elevação dos números econômicos”.  A realidade é que ele perdeu toda sua base de apoio e decidiu fazer frente aos seus antigos “aliados”, como Geraldo Alkimin (PSDB) e Rodrigo Maia (DEM – RJ), afirmando “não ter mais ‘obrigações formais'” com eles. O “legado” que diz ter deixado é relativo a cereja de impopularidade do seu governo: a intervenção militar no Rio de Janeiro.

Relembrando (é sempre bom relembrar), foi o governo Temer quem aprovou a escandalosa Reforma Trabalhista que flexibiliza a CLT (intacta desde sua criação no governo Vargas), reduzindo o poder dos sindicatos, facilitando o processo de terceirização da mão-de-obra, aumentando as horas limites de trabalho diário e semanal, dentre tantas outras medidas que reduzem drasticamente os direitos do trabalhador e seu poder de luta como classe.

Fora isso, também foi Temer quem aprovou: incorporação do Ministério da Previdência ao Ministério da Fazendo (imposição da lógica contábil e financista a todo sistema de Seguridade Social do Brasil, desmantelando-o); reajuste do salário mínimo sem obrigatoriedade de repor a inflação (perda sucessiva do valor real do salário e do poder de compra do povo); fim da indexação de qualquer benefício previdenciário ao valor do salário mínimo (o valor da aposentadoria deixa de crescer com o aumento do salário mínimo); aumento no teempo de contribuição e da idade mínima para a aposentadoria, mesmo para quem começou a trabalhar antes da reforma; aumento de impostos sobre a população a fim de “pagar a divida pública”, vulgo, “redirecionar verbas para a concentração imperialista”; estruturação de um ministério sem mulheres; extinção da secretaria de Igualdade Racial; fim do Ministério da Cultura(!); nomeação de ministro da educação declaradamente contrário ao ProUni, FIES, Enem com cotas, royolties do pré-sal 100% para a educação; nomeação de economista ligado ao ensino privado para a Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior, Maurício Costa Romão (perigo de privatização do ensino superior”; redução do SUS; onda de privatizações escandalosas de bens públicos; fim da Secretaria dos Direitos Humanos; repressão a movimentos sociais (a repressão a movimentos contará com o apoio do general Sérgio Etchgoyen, do Gabinete de Segurança Institucional, órgão que foi ressuscitado pelo presidente golpista Michel Temer. Etchgoyen já deu declarações contra a Comissão da Verdade e outras iniciativas da justiça de transição)… são inumeráveis as medidas impopulares no Brasil. Além dessas, ainda dezenas mais foram aprovadas.

E nesse quadro todo, qual é o “legado” que Temer quer “defender”? Um governo autoritário e impopular, a consolidação do golpe de Estado.

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