“Mais mulheres em 2020”: PSDB faz demagogia para tentar sair do caixão

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Segundo informações da Folha de Pernambuco , “o PSDB Mulher, em parceria com a Fundação Alemã Konrad Adenauer e o Instituto Teotonio Vilela (ITV), promoveram o Workshop de Planejamento Estratégico que discutiu o “Cenário Político Nacional e os Desafios da Representação Feminina”, no Recife. Representantes de 23 estados marcaram presença no encontro que definiu como meta para o próximo ano eleger mais mulheres nas próximas eleições”.

O PSDB estaria então discutindo as eleições de 2020 de forma eleger mais mulheres para a Câmara de vereadores e em suas chapas eleitorais. Para alguns, pode parecer algo progressista. Com certeza, muitos daqueles que defendem uma aliança com o partido golpista contra Bolsonaro, irão assinalar que trata-se de uma demonstração de que o PSDB estaria evoluindo à esquerda. Porém, não é nada disso.

Como afirmou matéria da Folha de PE, “a proposta é repetir e ampliar o sucesso que o partido obteve em 2018, de acordo com a presidente nacional do PSDB Mulher, Yeda Crusius. Segundo ela, a bancada feminina na Câmara cresceu 60% em relação à de 2014 e 33% nos estados, enquanto o partido viu seu tamanho diminuir”. Com isso, duas coisas ficam expressas. Primeiro, trata-se de uma política travada há alguns anos pelo PSDB. Segundo, o partido está quase morto (“o partido viu seu tamanho diminuir”).

As duas coisas se completam. O PSDB é um partido semi-cadavérico, em crise por conta da polarização política. Uma crise tão intensa que os diversos grupos da burguesia estão rachados dentro do partido – o que ficou expresso pelos últimos congressos, em que chegou a ter agressões físicas, inclusive com o uso da cadeiras. A crise é expressa com preocupação pela imprensa golpista.

Justamente por isso, o PSDB, partido oficial da direita imperialista no regime anterior ao golpe, precisa agora dar uma aparência de novo. As alianças do setor dito progressista com ele tem esse objetivo: salvar o partido da morte. Porém, não é a única manobra, como estamos vendo. Essa tentativa de apresentar o PSDB como um partido que defende os interesses das mulheres vão no mesmo sentido.

Porém, não passa de demagogia. O PSDB é o partido que enviou o texto-base da Reforma da Previdência para ser votado na Câmara, através do relator Samuel Moreira de São Paulo. O PSDB votou em conjunto com Bolsonaro para aprovar o roubo da aposentadoria de milhões de mulheres trabalhadoras. É o partido que atacou profundamente, com seus governos em São Paulo, os educadores estaduais, que tem uma grande parcela de mulheres. Enfim, é um partido inimigo da população. Um partido oficial das classes dominantes e que, portanto, ataca todos os explorados com sua política neoliberal – as mulheres principalmente.

Por isso, não devemos acreditar em histórias e nas aparências. Se o PSDB eleger mais mulheres vereadoras, elas tratarão de seguir a política do partido e atacar ainda mais as mulheres. A diferença é que agora usarão o verniz da “representatividade.”