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Rui Costa Pimenta

Rui Costa Pimenta

Sobre o Rui

Rui Costa Pimenta nasceu em 1957 em São Paulo. É neto de João Jorge da Costa Pimenta, fundador do Partido Comunista, em 1922, e um dos introdutores do trotskismo no Brasil.

Quando adolescente, viveu durante um ano na Inglaterra, onde teve seu primeiro contato com a literatura comunista. De volta ao Brasil, iniciou sua militância no movimento estudantil quando cursava Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero. Foi estudante da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, onde militou na Liberdade e Luta (Libelu), principal agrupamento estudantil trotskista.

Em 1979, participou do XXXI Congresso de Refundação da União Nacional dos Estudantes (UNE). Foi também um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores (PT) no ano seguinte, já militando na Causa Operária – surgida de uma ruptura da Organização Socialista Internacional (OSI) -, que tornou-se a mais combativa corrente interna do PT.

Desde seu início, em 1979, trabalhou na redação do Jornal Causa Operária. Em 1991, após uma forte campanha contrarrevolucionária por parte do setor majoritário do PT, Causa Operária foi expulsa do partido e, em 1995, constituiu-se como partido político, presidido por ele.

Uma política inócua

Mais do mesmo, mais de nada

Para enfrentar esta situação, é necessária uma política e uma ação não apenas alternativa como aberta e radicalmente oposta à política dos governos

Tempo de Leitura: 2 Minutos

Por Rui Costa Pimenta

A situação da pandemia no Brasil, digam o que disserem os governos e a imprensa capitalista, está fora de controle. Os brasileiros sequer sabem quantas pessoas morreram em consequência do vírus até o momento.

Bolsonaro ignora o problema e aposta na impossibilidade de manter o isolamento social, mostrando-se como a voz mais explícita das intenções dos capitalistas.

Os governadores, como já mostramos desde o início, têm somente uma bala na agulha: o isolamento social parcial – e muito parcial – e a esperança de que o problema vá embora sozinho. Até agora, dois meses depois do início da crise, não há nenhum plano para enfrentar de fato a situação.

A maior parte do povo brasileiro, os trabalhadores e suas famílias não têm como se beneficiar desta solução única porque têm que trabalhar e são obrigados a trabalhar.

Vários governadores e prefeitos, que ensaiaram claramente um plano de suspensão do isolamento, sem qualquer resultado positivo, agora ameaçam com o chamado lock-down,  uma versão ainda mais dura do isolamento social. Estas medidas desencontradas mostram que o poder público está completamente sem Norte. Enquanto isso, as mortes multiplicam-se.

Esta situação mostra a completa bancarrota da política seguida pela esquerda institucional de apoiar a política de uma parte da burguesia contra Bolsonaro, como se eles tivessem uma alternativa real ou algo que fosse além da pura demagogia política.

A chamada frente ampla está apoiada nesta situação em que os governos federal e estaduais jogam conscientemente com a vida da população porque não têm e não querem elaborar nenhum plano de contenção do vírus que vá além do isolamento parcial.

O conjunto da população brasileira está nas mãos de governos irresponsáveis, que não têm a menor intenção de realizar os gastos e o empenho necessário para conter a epidemia. Na realidade, sequer conseguem neste momento enterrar os mortos.

A causa deste fracasso é política e é de classe. A política da burguesia é organizar a mortandade, como fazem sempre em situações críticas. Organizar significa fazer com que a crise desça a pirâmide social e se acumule na sua base.

Para enfrentar esta situação, é necessária uma política e uma ação não apenas alternativa como aberta e radicalmente oposta à política dos governos. É preciso criar um polo de oposição que se coloque ao lado da população pobre.

É urgente convocar uma conferência ou plenária nacional que agrupe todas as organizações de luta do povo, a esquerda, os partidos políticos populares e elaborar um programa de ação e um plano de lutas para realizar este programa.

A malsinada frente ampla é o oposto dessa política. É a subordinação da esquerda aos que nada têm a oferecer a não ser mais do mesmo, mais de nada.

O 1º de Maio confirma esta avaliação. Foi um enorme fracasso justamente porque estava baseado nesta orientação falsa até a medula. Nem mesmo os mais conformistas dentre a esquerda ficaram convencidos da utilidade da unidade com Doria, Alcolumbre, Maia, Witzel e FHC. A CUT ficou presa em uma teia de aranha tecida pelos seus aliados sindicais e o resultado foi a divisão e a dispersão da esquerda.

É preciso mudar de política para evitar a catástrofe que se avoluma.

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