Universidade de Férias
Prestes a iniciar a 46ª edição do tradicional programa de formação política, PCO debate o stalinismo, fenômeno a ser compreendido pela vanguarda revolucionária do País
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43 Universidade de Férias
Última edição da Universidade de Férias debateu o fascismo | Foto: Reprodução

Na reta final de convocação para o mais tradicional programa de formação política da esquerda brasileira, o curso “O que foi o stalinismo, uma análise marxista”, tema da 46ª edição da Universidade de Férias, já conta com mais de 600 inscrições efetuadas e um número superior a mil solicitações a serem confirmadas.

Em um momento marcado pela tentativa da esquerda em justificar o apoio a Baleia Rossi (MDB), o Partido da Causa Operária mobiliza centenas de pessoas para um debate político de alto nível, coroando um período de importantes conquistas para o Partido, entre elas, a presença do PCO nas eleições municipais.

Cumpre destacar ainda que o período de justificar o injustificável é também uma etapa superada pela esquerda pequeno-burguesa, que nesse momento, goza suas férias enquanto a população pobre e trabalhadora continua sofrendo os efeitos das sucessivas capitulações da burocracia esquerdista ante a ofensiva da direita.

O contraste entre a pasmaceira da esquerda em férias e a atividade política do PCO, embora pareça uma questão moral, é resultado de uma profunda diferença que supera o vasto campo da esquerda, tendo inclusive relação direta com o tema central do curso.

 

Formação acadêmica versus formação política

O alcance da 46ª Universidade de Férias ganha uma relevância especial pela política que fundamenta sua realização. Não se trata de um curso voltado a formar burocratas do Estado burguês ou funcionários das empresas capitalistas. O que se busca é a formação de militantes dedicados a compreender fenômenos políticos concretos para, na prática, combater o capitalismo até sua superação pelo socialismo.

Nesse sentido, o programa de formação política pode ser compreendido como algo completamente diferente de um curso padrão nas universidades burguesas, sejam elas públicas ou privadas.

Exatamente por isso também, os cursos ministrados pelo PCO não atraem curiosos ou indivíduos buscando uma posição vantajosa na burocracia mas pessoas com alguma predisposição a lutar pela revolução proletária.

Daí a conquista política representada pelo número de pessoas já inscritas e as centenas de inscrições sendo processadas.

 

Frente ampla não! Pela frente única dos trabalhadores

Embora superado pela marcha da história, o tema central do curso, o fenômeno do stalinismo, continua atual por representar uma forma de se fazer política cujos reflexos podem ser vistos no atual estágio da luta de classes no País.

Muitos paralelos podem ser traçados entre as confusões do stalinismo, especialmente ao lidar com o fascismo.

Conforme visto nas edições de número 44 e 45 da Universidade de Férias, um grande aliado da expansão do fascismo no intervalo entre as duas grandes guerras foi justamente a política errática, confusa e capituladora da esquerda pequeno-burguesa que comandava a burocracia soviética.

As sucessivas vacilações da política stalinista, que ora tratava como iguais fascistas e sociais democratas, ora distinguia imperialistas democráticos e imperialistas ditatoriais, chegando mesmo a buscar acordos com o fascismo alemão assemelham-se a “táticas para confundir o adversário”, brincadeira recorrente no xadrez, relacionado à inépcia que leva aprendizes do esporte a entregar peças e posições a jogadores mais experimentados.

Em muitos aspectos, o mesmo tipo de política errática pode ser vista na esquerda brasileira desde o Golpe de 16.

Esquerdistas como Nildo Ouriques (PSOL) chegaram a dizer que a derrubada da presidenta Dilma Rousseff pela burguesia constituía o começo da revolução brasileira. O psolista notabilizou-se ainda pelo curioso vocábulo “petucano”, uma fórmula que equaliza o PT e o PSDB (partido que tem o tucano como símbolo).

Em outra confusão, a esquerda brasileira tem perseguido a chamada política de frente ampla, que busca fortalecer o que Marcelo Freixo (PSOL) chamou de “campo democrático”, isto é aliar-se aos setores da direita -supostamente- “democrática” contra os setores da direita alinhados ao bolsonarismo, os quais se notabilizaram por defender a ditadura militar.

No caso brasileiro, é preciso considerar ainda que o setor dito democrático da direita é o mesmo que articulou o Golpe de 16 e mantém Bolsonaro no poder. Um dos principais articuladores deste campo da direita, Rodrigo Maia (DEM) já fez questão de dizer que nenhum pedido de impeachment contra Bolsonaro seria encaminhado por ele, ao comentar os mais de 50 pedidos protocolados na Câmara dos Deputados, onde o golpista exerce o cargo de presidente.

 

Teoria e prática

Ambas as situações, as capitulações do stalinismo e as da esquerda pequeno-burguesa nacional, tem causas determinadas e efeitos concretos na luta de classes que se trava no País. Por isso, a compreensão de tais fenômenos é fundamental para os que militantes revolucionários atuem de maneira consequente, produzindo na sua atuação prática, efeitos que tragam impacto na luta política que está em andamento neste momento.

Que esta compreensão chegue a mil pessoas -podendo inclusive superar esta marca- é altamente vantajoso para o partido revolucionário, dado o seu interesse primordial na evolução da luta de classes rumo à revolução.

Isto reforça o caráter vitorioso da formação política das vanguardas revolucionárias, de modo a formar um quadro militante que atue decisivamente contra a ofensiva da burguesia e contra as capitulações da pequena burguesia, em defesa dos interesses da classe trabalhadora. 

Sobre isto, é importante destacar também que são os interesses políticos que levam a esquerda pequeno-burguesa a desmobilizar o povo e difundir ilusões sobre a burguesia. A política das vanguardas do proletariado, por outro lado, deve necessariamente ir no sentido oposto.

Tendo interesse em organizar a classe trabalhadora para mobilizações de massas que garantam o governo dos trabalhadores, o PCO prepara a militância e os simpatizantes para agir politicamente, debatendo e conhecendo o fenômeno do stalinismo para melhor compreender o momento em que a defesa de Stálin ganha força, em que um notório reacionário como Caetano Veloso vai à Rede Globo dizer-se “menos liberalóide” graças a uma indicação de leitura dada por Jones Manoel, youtuber, apoiador do Golpe de 16 e atualmente defensor da frente ampla.

Tais fenômenos não caem do céu simplesmente e o debate deles marcará a 46ª Universidade de Férias, cujas inscrição ainda pode ser realizada no sítio https://universidademarxista.pco.org.br/

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