Mais de 800 mil na miséria: 25% da população alagoana atingida pelo golpe

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Com o golpe de Estado, as condições de vida dos trabalhadores estão se deteriorando rapidamente. Dados revelados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que em Estados do Nordeste, como Alagoas, grande parte da população vive em situação de miséria e extrema-pobreza.

Segunda as pesquisas, 26,1% da população alagoana, ou seja, uma a cada quatro pessoas vivem com renda inferior ou igual a R$ 236,00. O salário mínimo, que já é de miséria, hoje é R$ 954,00. A renda de ¼ da população Alagoana mal é suficiente para se alimentar individualmente, porém esta é a condição de quase 900 mil alagoanos.

Entretanto, a crise social não se esgota aí. Os dados que foram revelados referem-se somente àqueles que vivem com um salário inferior ou igual a ¼ do salário mínimo. Há ainda 23% das residências do estado que vivem com apenas metade (R$ 477,00) do salário mínimo.

Ou seja, metade da população alagoana não tem acesso a um salário-mínimo completo. 30% da população declarou ter um salário mínimo, o que não é o bastante para ter uma boa situação social diante a crise econômica gerada pelos golpistas.

17% das residências afirmam ter acesso a dois salários-mínimos. E apenas 3,6% oscilam entre dois e três salários mínimos. Já os que oscilam entre 3 e 5 salários mínimos a porcentagem é 2,4%.

Os dados do IBGE revelam a profunda miséria em que vive a maioria da população brasileira. Levando em conta que a Constituição garante que o salário mínimo deve garantir alimentação, moradia, lazer, transporte e vestimenta para os membros de uma família trabalhadora, o valor deveria estar em torno dos R$ 4.000,00 – uma soma a que mais de 90% da população Alagoana não tem acesso.

Os números são chocantes. Levando-se em conta que Alagoas, por mais pobre que seja, não é Estado o mais pobre do país, a situação de vida da maioria dos brasileiros é muito ruim. Esses são dados que têm piorado de forma extraordinária desde a deposição fraudulenta da presidente Dilma Rousseff (PT). A política de diminuição das desigualdades e de políticas sociais do PT está sendo totalmente aniquilada pelos golpistas.

É portanto necessário se mobilizar contra a direita e a extrema-direita que está no poder. Caso contrário, continuarão levando adiante esta política de fome e miséria, que tende a se estender cada vez mais. Como ficou claro, a política de Jair Bolsonaro será a continuação mais brutal da política de Michel Temer.

Por isso, fortalecer a campanha: Fora Bolsonaro e todos os golpistas!