Em Julho
As crises do sistema geraram 13 milhões de desempregados e apenas 4,4 milhões sobrevivem com a esmola de 600 reais. É o mapa da morte certa para a população. É lutar ou morrer
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Mobilização é a única forma de garantir o atendimento dos interesses dos trabalhadores | Foto: neuropata

A Agência Brasil destaca os resultados da pesquisa “O efeito da pandemia sobre os rendimentos do salário e o impacto do auxílio emergencial: os resultados dos microdados das PNAD-covid-19 de julho” elaborado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de autoria do economista Sandro Sacchet.

E do estudo recente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), onde informam que cerca de 4,4 milhões dos lares brasileiros sobreviveram apenas com os recursos do auxílio emergencial pago pelo governo federal. Esses 4,4 milhões de lares correspondem a 6,5% dos lares totais no país.

Os dados da PNAD-covid-19 de julho mostraram que o auxílio emergencial recuperou 16% das perdas salariais dos que permaneceram empregados. Segundo o autor, Sandro Sacchet, “pela primeira vez, desde o início da pandemia, o auxílio emergencial compensa em média, mais que a diferença entre a renda efetiva e a habitual. Ou seja, entre os que permaneceram empregados, a renda média com o auxílio já é maior do que seria habitualmente”.

O estudo revelou ainda que os trabalhadores em geral receberam em julho 87% dos rendimentos habituais. Sendo que tiveram aumento de 4% em relação ao mês anterior, sem o auxílio.

Dados divulgados pelo IBGE em 14 de agosto revelam que o número de desempregados durante a pandemia cresceram 31% em 12 semanas (4 meses) e corresponde a mais de 3 milhões de trabalhadores. O total de desempregados em julho são 12.902 milhões, quase 13 milhões.

A pandemia e mais a crise econômica, ocasionaram cerca de 13 milhões de desempregados. E os que continuaram com seus empregos perderam renda, passando a receber em média 87% do salário. Ainda ganharam de quebra aumento do risco de se contaminarem nos transportes públicos, pois reduziram as frotas de ônibus, trem e metrôs.

O atendimento médico, uso de máscaras e álcool ficou restrito a quem tivesse dinheiro para comprar. Os testes são raramente aplicados e são exorbitantemente caros.

Quantos milhões ficaram de fora do pagamento do auxílio, por problemas de cadastro, falta de internet para se cadastrarem, instabilidade do sistema, etc.? Segundo noticiado amplamente nos jornais e televisões.

E essa pesquisa mostra que a recuperação da renda foi de 16% em média, para os que continuaram empregados. E ainda que 4,4 milhões só contaram com esse auxílio esmola, que não paga nem o aluguel de casa. 

Dos 13 milhões sem emprego, apenas um terço teve alguma renda, os outros dois terços ficaram sem renda, expostos à fome, miséria e tendo que ir morar nas ruas com chuva e frio de 8ºC.

Considerando que nem a pandemia nem a crise econômica tem previsão de acabar, muita miséria e morte irá atingir outros lares ainda. Esse é o quadro sombrio que assola o país e também o resto do mundo.

Os governos genocidas negam recursos para a área social, que é para os trabalhadores e pobres, mas não exitam em destinar trilhões aos bancos e empresas. Enquanto os trabalhadores e pobres sofrem com a fome e a doença, os ricos da elite possuem recursos para fazer tudo que necessitam para se manter vivo. E ainda aumentam significativamente os lucros em suas empresas, conforme dados do próprio governo e da ONU.

Os trabalhadores cada vez mais pobres e essa burguesia genocida cada vez mais rica. Os trabalhadores precisam urgentemente se unirem em conselhos populares e estabelecer políticas próprias de combate à fome, desemprego e doença. 

Afinal, são em número muito maior que a elite, por que aceitar esse jogo político desigual de tratamento? Não devem aceitar que o estado destine tantos recursos para os já muito ricos, eles não precisam desse dinheiro. Os trabalhadores sim necessitam para poder sobreviver, já que não está dando nem para viver, só contam com a sobrevida.

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