Fome à espreita
Cenário catastrófico para o povo operário bate à porta, enquanto isso, ricos ficam ainda mais ricos.
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Miséria vai aumentar no País | Foto: Fernando Frazão/ Agência Brasil
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Miséria vai aumentar no País | Foto: Fernando Frazão/ Agência Brasil

A pandemia causada pelo novo coronavírus parece ter empurrado a população operária ao redor do globo, já muito fragilizada, ainda mais para o abismo. O cenário é desolador para o povo trabalhador, principalmente para os povos operários na periferia do capital. Ainda dentro dessa rápida análise, a Covid-19, não atua como causa, mas se apresenta como um engodo usado pelos capitalistas para o recrudescimento dos contrastes sociais ao redor do mundo, em outras palavras, o coronavírus expôs para todos a profunda falência do sistema capitalista em todo mundo.

Segundo a ONG britânica, Oxfam, mais de um terço da população ao redor do mundo, aproximadamente 2,7 bilhões de pessoas não receberam nenhuma ajuda governamental durante a pandemia do novo coronavírus, além disso, o relatório também apresenta a grande disparidade de gastos estatais entre os países ricos e pobres. Nesse sentido, os 36 países mais ricos do mundo aparentemente gastaram cerca de 9,8 trilhões de dólares, em contrapartida, 59 nações de baixa renda apresentaram um gasto em conjunto com políticas de apoio social na ordem de 4,2 bilhões de dólares, menos da metade.

Contígua a essa análise de dados, outros números também merecem destaque, ainda segundo a Oxfam, os países mais desenvolvidos, dispuseram de 695 dólares por pessoa em aportes financeiros governamentais, enquanto países de baixa e média renda, com o Brasil, incluso na segunda realidade, dispuseram, respectivamente, de 4 e 28 dólares, em média. Vale salientar também que, antes da pandemia, 4 bilhões de pessoas, quase metade da população mundial necessitava de algum tipo de auxílio governamental para seguridade social, das quais, somente 1,3 bilhão conseguiu acessar algum tipo de ajuda dos seus respectivos governos durante a pandemia.

Segundo os dados levantados, a situação é alarmante, tanto que em um relatório anterior, a própria Oxfam já havia levantado a possibilidade da fome dizimar diariamente entre 6.000 e 12.000 pessoas ao redor do mundo, ainda no ano de 2020, salientando também, a maior susceptibilidade de povos pobres aos flagelos inerentes ao sistema capitalista.

No caso da América Latina, a situação é igualmente catastrófica. Em um outro relatório da Oxfam, a América Latina deve enfrentar uma retração econômica que beira os 10%, na qual 52 milhões de pessoas poderão atingir a pobreza e cerca de 40 milhões poderão perder seus empregos, ainda segundo esse relatório, uma batalha travada ao longo dos últimos 15 anos pode ser perdida só na pandemia do novo coronavírus, um retrocesso sem precedentes para a região. Concomitante a essa tragédia, um dado merece igual destaque e indignação: mesmo com um cenário apocalíptico a ser enfrentado pela classe operária da América Latina, os ricos estão ainda mais ricos, aumentando sua fortuna de março de 2020 até julho de do mesmo ano em impressionantes 49,2 bilhões de dólares, cerca de um terço do valor total de todos os pacotes econômicos voltados para a região, disponibilizados pela totalidade dos países presentes nesse espaço geográfico.

Mesmo com os dados acima apresentados, uma pergunta não quer calar: os aportes financeiros computados pela Oxfam consideram os montantes financeiros destinados a bancos e outras instituições do sistema privado ou apenas leva em conta o volume monetário destinado diretamente para a população? Se a primeira alternativa for verdadeira, evidencia-se um abismo ainda mais profundo do capitalismo, que historicamente, destina os prejuízos para os pobres e entrega os lucros para a burguesia.

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