Parar para viver
Genocidadas contumazes, patrões de frigoríficos para manter o lucro, estão levando os trabalhadores ao maior contágio e mortes pelo coronavírus
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Entrada de frigorífico do grupo JBS/Friboi
JBS | Foto: Reprodução

Os donos de frigoríficos, como BRF – Brasil Foods, Minerva, Marfrig, Aurora, bem como, uma infinidade de nomes, fizeram e fazem dos trabalhadores verdadeiros escravos e, em particular atenção temos o grupo JBS/Friboi. Somente nesse conglomerado de frigoríficos pertencente ao grupo foram registrados mais de quatro mil trabalhadores contaminados pelo coronavírus, isso se considerarmos somente os dados do Ministério Público do Trabalho, porem os números fogem muito da realidade. As informações vão de encontro aos dados apresentados, de uma forma geral no país, a defasagem pode ser superior a sete vezes o que se divulga.

Um exemplo é o que vemos no artigo do Suino.com, de acordo com a matéria em seu portal, o grupo JBS disse proteger a saúde dos trabalhadores está como “prioridade máxima”, no entanto, quando questionados sobre os surtos em suas dependências, a JBS se recusa a comentar infecções e mortes entre seus trabalhadores, e afirma apenas que compartilha os dados da Covid-19 com as autoridades competentes. É uma enrolação dos patrões para fazer o que sempre fizerem, que é a de escravização do quadro de funcionários, ou seja, em se falando de frigorífico, é uma conversa para boi dormir.

Os escravagistas, genocidas da JBS, que no último trimestre deve um lucro de 3,4 bilhões, à custa de suor e sangue e do contágio de dezenas de milhares trabalhadores, apesar do fantasioso numero de quatro mil trabalhadores, onde existem perto de 200 mil somente no Brasil, eles são mestres em ocultar informações e se utilizam de manobras diversas para isso. Uma das formas comumente utilizada é a de desaparecer com aqueles que presenciaram e que podem mostrar a verdadeira realidade da situação dentro de suas instalações.

Um dos exemplos, que é sempre importante lembrar e o caso do Seara Alimentos, localizado na cidade de Osasco, município da grande São Paulo.

Há algum tempo, um jovem inexperiente que trabalhava na higienização, pela imposição da chefia do turno, acabou misturando dois produtos de limpeza altamente tóxicos e corrosivos e, em consequência a reação houve uma explosão e o jovem ficou cego de um dos olhos e o outro também foi afetado parcialmente. Trabalhadores que tinham um mínimo contato com o jovem rapaz, alguns presenciaram a cena trágica, foram demitidos poucos dias após o ocorrido. Como nos frigoríficos, devido às péssimas condições de trabalho, existe uma rotatividade de trabalhadores, nesse caso os patrões, para abafar tais catástrofes, trocam trabalhadores de setor e colocam novos para parecer que as coisas andam com total normalidade.

Com o coronavírus a sujeira também vai parar debaixo do tapete

O MPT, “autoridades da saúde” e sindicatos dão conta de que 23 fábricas da JBS/Friboi, em sete estados tiveram casos de coronavírus, no entanto, o número de frigoríficos do grupo JBS/Friboi é bem maior e, conforme o próprio Ministério afirma, que foram interditados seis fábricas e a JBS, com seus donos, além de cínicos contumazes, mendazes por definição disseram que uma das fábricas nunca paralisou suas atividades. Paira no ar que o contágio pode estar ocorrendo em praticamente todas as fábricas.

Termo de Ajustamento de Conduta (TAC)

A imprensa venal vem apregoando por todos os cantos que cerca de 100 dos frigoríficos existentes no país aderiram ao TAC, e colocam com principais grupos a BRF – Brasil Foods, Marfrig, Milano, Aurora, etc., no entanto as medidas sugeridas para solução dos problemas das condições de vida e trabalho dos funcionários, os patrões pegam e jogam junto com os dejetos dos animais abatidos, ou seja, são ignoradas olimpicamente. Veja o caso da Cooperativa Aurora, por exemplo: precisou que houvesse uma intervenção externa, como a ocorrida em uma cidade na China, para perceber a farsa da empresa em acatar qualquer medida, pois somente após essa intervenção foi que os patrões fizeram testes em parcela dos trabalhadores, daqui a pouco tudo é esquecido e os trabalhadores voltam a receber como prêmio, o chicote no lombo, vários trabalhadores novamente contaminados e mortos, pelo coronavírus e/ou pelas péssimas condições de trabalho imposta a eles.

Parar as atividades para não morrer

O governo de Bolsonaro, bem como, seus pupilos, como a latifundiária, golpista e ministra da agricultura Tereza Cristina, que é totalmente conivente com as regras ditadas pelos escravagistas, donos dos frigoríficos. Tereza, inclusive disse que é um exagero o que dizem de contaminação pelo coronavírus desse setor industrial

É necessária a mobilização dos trabalhadores dentro das fábricas, para que possam manter suas vidas, o que significa se organizar para uma greve, que deverá ter como objetivo a paralisação em nível nacional. Ou seja, somente na luta é que os patrões aprenderão a respeitar os seus funcionários.

Portanto o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de carne, Derivados e do Frio no Estado de São Paulo, juntamente com a Central Única dos trabalhadores (CUT), dentre outras organizações como a Confederação Brasileira Democrática dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação (Contac) decidiram que, caso os patrões insistam em não a atender às reivindicações dos trabalhadores, diante das péssimas condições de trabalho e da pandemia do coronavírus vão paralisar as atividades dos frigoríficos com uma greve até que as questões sejam resolvidas.

Fora Bolsonaro, e todos os golpistas, eleições gerais com Lula candidato.

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