Genocídio, miséria e fortuna
Vítimas fatais chegam a 150 mil no Brasil, enquanto fortuna combinada dos bilionários no mundo chega a US$20 trilhões em meio a uma verdadeira tragédia contra a classe trabalhadora
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O candidato à Presidência da República pela Coligação Muda Brasil, Aécio Neves, reuniu-se, nesta sexta-feira (10/10), com Arminio Fraga, ex-presidente do Banco Central, no Rio de Janeiro.
 
Crédito: Marcos Fernandes/Coligação Muda Brasil
Genocídio leva 150 mil brasileiros à morte e faz a fortuna dos grandes capitalistas | Foto: Marcos Fernandes/Coligação Muda Brasil

O Brasil ultrapassou no último dia 12/10 a marca de 150 mil vítimas fatais pelo coronavírus, após pelo menos 203 novas mortes serem notificadas no dia, em decorrência da pandemia. A expressiva quantidade de óbitos foi atingida no dia em que 8.624 novos casos de contágio pelo Covid-19 foram registrados, somando um número superior a 5,1 milhões de doentes no País. Há que se lembrar ainda que sob o eufemismo da chamada subnotificação, os dados refletem apenas os casos que não puderam ser escondidos, o que é amplamente aceito pelo regime político e a imprensa capitalista. Esta última, de maneira um tanto inacreditável, escondeu a impressionante cifra e destacou uma suposta queda na média de mortos, dado que pautou manchetes como a do golpista G1.

Em franca campanha pela volta às aulas e a defesa do chamado “novo normal” (que consiste fundamentalmente na classe trabalhadora se arriscar a adoecer e morrer para os lucros da burguesia), a falsificação da realidade para a defesa de uma política de verdadeira selvageria contra os trabalhadores é uma coisa simplesmente grotesca mas tem se revelado necessária para a política da burguesia.

A percepção de uma normalidade, ainda que aparente, precisa ser propagandeada com todo vigor, sobretudo para a classe trabalhadora. Isso por que no atual estágio de decomposição do sistema capitalista, mesmo um isolamento social restrito a uma parcela muito pequena da população acabou se revelando um desastre para a economia capitalista.

Esse desastre atingiu tal magnitude que o governo brasileiro simplesmente assistiu a explosão de contágios se proliferar no País, adoecendo e matando os trabalhadores em escala inédita. Estes, por sua vez, foram forçados pela pobreza e o desemprego a continuar se submetendo aos caprichos da burguesia, trabalhando sem insumos de higiene tão elementares quanto máscara e álcool em gel, sem água corrente e tratada em suas residências, muitas vezes sem energia elétrica, se amontoando em meios de transporte públicos que se converteram em vetores da pandemia, sem hospitais, sem testes, enfim, sem nada que lhes desse um mínimo de segurança em meio a uma situação tão ameaçadora.

Por outro lado, os bilionários, a camada mais poderosa da burguesia, viu sua fortuna combinada atingir US$10,2 trilhões em meio à pandemia. Os dados, divulgados no sítio da CUT (“Bilionários somam US$ 176 bi enquanto metade da população ganha R$ 554,00 ao mês”, 9/10/2020) mostram que os bilionários no mundo cresceram em número (2.189 pessoas neste ano contra 2.158 em 2017), e também na riqueza acumulada, que aumentou US$2,2 trilhões, deixado evidente que longe de estar sofrendo com o genocídio da classe trabalhadora, para a burguesia essa verdadeira guerra contra as massas tem sido muito lucrativa.

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