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Após um carnaval marcado pelas manifestações contrárias ao golpe de Estado, o presidente golpista Michel Temer anunciou que o Rio de Janeiro seria colocado sob intervenção militar. Rapidamente, o secretário de Segurança Pública foi deposto e substituído por um general do Exército. O controle de todas as polícias, bem como dos bombeiros, passou a ficar nas mãos das Forças Armadas.

O movimento dos golpistas, obviamente, foi dado para tentar impedir que uma imensa reação ao golpe de Estado tomasse conta do país após a prisão do ex-presidente Lula. No entanto, a justificativa que foi dada, tanto pelos generais quanto pelo governo golpista, foi a de que o Rio de Janeiro precisaria de uma intervenção para resolver o problema da “violência”.

O problema da “violência”, segundo os militares, precisaria ser combatido através apenas de algumas “ações estratégicas” em alguns morros selecionados. Uma vez presos os principais traficantes, o Rio de Janeiro seria um Estado livre da “criminalidade”. Assim, com um prazo máximo de um ano, as Forças Armadas poderiam voltar para onde nunca deveriam ter saído: os quartéis.

No entanto, nesta semana, o general Villas Bôas – que é considerado como um “moderado” por setores da esquerda pequeno-burguesa e pela imprensa burguesa – declarou que a intervenção não seria tão rápida. Segundo ele, os problemas do Rio de Janeiro “não serão solucionados nesses 10 meses restantes, isso vai ter que prosseguir”. Ou seja, a história de que a intervenção militar ocorreria apenas no Rio de Janeiro e durante um tempo determinado era mais uma mentira dos donos do golpe.

A intervenção militar no Rio de Janeiro prepara uma ditadura militar generalizada, semelhante ao que aconteceu entre 1964 e 1985. Naquela época, o discurso de que a intervenção seria ligeira também era reproduzido – no entanto, a “rápida” intervenção durou mais de duas décadas.

Cada vez mais, vão ficando claras quais são as reais intenções dos militares. É preciso abandonar qualquer apego a teorias mirabolantes que tentem justificar a presença dos militares nas ruas e exigir, imediatamente, o fim da intervenção militar no Rio de Janeiro.

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