Maior Latifúndio do Mundo: golpistas permitem que uma única empresa seja dona de 2 milhões de hectares

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O governo golpista através da Superintendência Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou a fusão de das duas maiores empresas de papel e celulose do mundo. A fusão da companhia Suzano Papel e Celulose com a Fibria irá criar um monopólio do setor florestal no Brasil.

A fusão irá criar a maior empresa de agronegócio do país e um latifúndio de mais de 2,25 milhões de hectares de terra, aumentando ainda mais a concentração de terras e os conflitos que resultam deste enorme monopólio.

As conseqüências para os trabalhadores e para a população que vive nas áreas de influencia desse monopólio do agronegócio através criação desse enorme latifúndio são incalculáveis. Essas empresas são responsáveis pela grilagem de terras em diversas regiões e atuam com extrema violência contra as comunidades tradicionais e trabalhadores sem-terra, exemplos são vistos no Extremo Sul da Bahia, Maranhão, São Paulo, Espírito Santo, Minas Gerais e Mato Grosso.

Os conflitos pela terra irão se acirrar, pois vai aumentar o poder econômico desse latifúndio e a influencia política entre os golpistas e as forças de repressão, que irão atuar em defesa do latifúndio. Todos sabem que a atuação dessas empresas trazem estagnação econômica para a região e que posseiros, comunidades tradicionais e trabalhadores sem-terra são expulsos de áreas tomadas por essas duas empresas.

A criação de um dos maiores latifúndio do país só é possível porque os latifundiários e o agronegócio financiaram o golpe de Estado iniciado em 2016 com o impeachment da presidenta Dilma Roussef, a prisão e a proibição da candidatura de Lula e a possibilidade de tomada do governo pela extrema-direita através de Jair Bolsonaro.

É preciso denunciar e lutar contra a formação deste gigantesco latifúndio que irá servir para explorar ainda mais os trabalhadores e atacar as comunidades tradicionais e sem-terra. Os golpistas querem transformar o Brasil novamente em uma colônia exportadora de produtos agrícolas e somente os trabalhadores nas ruas e uma onda de ocupações de terra podem impedir a formação desse monopólio e garantir a reforma agrária para desenvolver o interior do país e gerar renda para os trabalhadores pobres do campo.