Demagogia com os LGBTs
A direita acena politicamente para o movimento LGBT, e a UBES, entidade estudantil dirigida pelo PCdoB, responde comemorando o “gostinho de democracia”
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Projeção do arco-íris na sede do Congresso Nacional, símbolo da população LGBT | Foto: Roque Sá / Agência Senado

O deputado federal e presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), junto a Davi Alcolumbre (DEM), presidente do Senado, mandaram no último domingo (28) projetar, na sede do Congresso Nacional, luzes formando um arco-íris, acenando politicamente para a população LGBT no Brasil. O arco-íris colorido é o símbolo mais conhecido do ativismo LGBT no Brasil e no mundo. No dia 28, foi celebrado pelos LGBTs, em todo o mundo, o Dia do Orgulho LGBT.

É interessante notar que a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), entidade dirigida pelas diretrizes políticas do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), postou em sua página no Facebook uma fotografia do prédio, junto a uma descrição “Boa semana com gostinho de democracia e diversidade, né? Bora lutar!”, respondendo ao aceno de Rodrigo Maia.

Os LGBT são um dos grupos sociais que mais sofrem perseguição do governo Bolsonaro, um governo da extrema-direita, inimigo declarado dos setores oprimidos no País. O Brasil lidera, ainda, o ranking mundial de assassinatos à comunidade LGBT, problema já há muito denunciado pelos ativistas e entidades que representam o grupo.

É importante destacar que Maia e Alcolumbre são articuladores de destaque do golpe de Estado e do avanço da extrema-direita no Brasil, e formam, junto a FHC, Temer e outros golpistas, uma frente ampla da qual o PCdoB é um dos maiores entusiastas. Recentemente, enquanto os trabalhadores no País gritam o Fora Bolsonaro, a frente ampla luta pela permanência do governo Bolsonaro, pedindo “tolerância” ao fascistas.

É válido destacar que o PCdoB, através da União da Juventude Socialista (UJS), impulsiona a UBES a se posicionar de maneira contraditória em rede nacional, comemorando uma suposta democracia que existiria dentro de uma ditadura da extrema-direita. O fato destaca a política capituladora e reacionária do PCdoB, quando leva uma entidade de base, representante dos estudantes das escolas públicas, a apoiar o governo de tipo fascista e genocida de Bolsonaro.

Qual seria o sentido de uma entidade como a UBES comemorar o “gostinho de democracia” em uma ditadura cada vez mais com características fascistas? Seria de amenizar e esconder as atrocidades e o genocídio do governo Bolsonaro. Maia já sinalizou nitidamente que irá trabalhar no sentido de fortalecer o governo bolsonarista, relatando em entrevista que “não é hora de pensar em impeachment“. O PCdoB, entrando neste emaranhado canalha da extrema-direita, se diz defensor dos direitos, mas se junta com a frente ampla para a permanência do governo Bolsonaro.

A UBES espera ganhar algo com o governo ilegítimo de Jair Bolsonaro? É preciso derrubá-lo!

Diante da situação é preciso que a UBES, como entidade de base estudantil, representante dos estudantes das escolas públicas, mobilize os estudantes no sentido de se posicionar contra a frente ampla, composta por demagogos golpistas e inimigos ferrenhos do LGBTs e, sobretudo, dos estudantes em geral. Além disso, é preciso denunciar a demagogia gritante do PCdoB que, ao mesmo tempo que declara apoio ao ativismo LGBT, se junta aos golpistas para defender a permanência do governo Bolsonaro.

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