Agenda neoliberal
Em evento organizado pelo Banco Itaú, Rodrigo Maia salientou a importância da concessão de autonomia para o Banco Central e a aprovação da reforma tributária na Câmara.
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
dsc_5787df
Maia, a ratazana do Congresso, é um propagandista da proposta de autonomia do Banco Central. | Reprodução.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse em um evento organizado pelo banco Itaú nesta sexta-feira (6) que a reforma tributária tem muito maior importância que o projeto de conceder autonomia ao Banco Central.

O projeto de autonomia do BC é apoiado pelos setores financeiros e é uma das principais bandeiras do governo Jair Bolsonaro (ex-PSL, sem partido) e do ministro da Economia, Paulo Guedes. Contudo, Maia diz que esta pauta só vai avançar na Câmara após a aprovação da reforma tributária.

O Senado Federal já aprovou, nesta terça-feira (3), o projeto de autonomia do BC. Os deputados federais precisam aprovar na Câmara para que se torne lei. A proposta adiciona mais duas atribuições ao Banco Central, a de suavizar a flutuação no nível da atividade econômica e fomentar o pleno emprego no país.

Maia se queixa da falta de empenho político do governo federal na aprovação da reforma tributária. O político quer aprovar o projeto antes de deixar o comando da Câmara dos Deputados, provavelmente para que fique como uma marca de sua gestão.

O capital financeiro internacional procura firmar um controle sobre a política econômica do país, de forma a garantir o atendimento de seus interesses econômicos. A autonomia do BC permite que os bancos controlem diretamente o órgão responsável pela política monetária, livre de qualquer tipo de controle político ou pressão popular.

O pagamento dos juros para a rolagem da dívida pública é um dos mecanismos essenciais que mantém a subordinação do Brasil aos ditames do capital financeiro internacional. Os bancos não querem que haja qualquer ingerência nessa questão. O objetivo é blindar o BC de interferência de governos e partidos políticos que não tenham alinhamento com a política do imperialismo, mesmo que seja um governo de tipo nacionalista burguês moderado com os que ascenderam na América Latina como resultado da insurreição popular contra o neoliberalismo.

Os principais veículos da imprensa capitalista apoiam o projeto de autonomia, como O Globo, Estadão, Folha de São Paulo, Valor Econômico. Segundo estes, trata-se de levar adiante uma modernização institucional do Banco Central.

O controle sobre a política monetária é uma questão de soberania nacional, principalmente para os países capitalistas atrasados. Para manter seu domínio sobre a economia destes países, o capital financeiro necessita exercer um monopólio sobre as instituições públicas, com destaque para o Banco Central. É preciso impedir que o imperialismo avance no controle das instituições nacionais e monopolize a formulação da política monetária.

 

 

 

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas