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Bilionários
Maia e o centrão criaram “Mercado negro” de ações com dinheiro público
5 bilionários do Brasil têm mais dinheiro que a metade do brasileiros mais pobres. Quantidade de bilionários aumenta, quantidade de miseráveis aumenta também.
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Bilionários
Maia e o centrão criaram “Mercado negro” de ações com dinheiro público
5 bilionários do Brasil têm mais dinheiro que a metade do brasileiros mais pobres. Quantidade de bilionários aumenta, quantidade de miseráveis aumenta também.
Lemann, Joseph Safra, Marcel Telles, Carlos Sicupira e Eduardo Saverin. Foto REPRODUÇÃO Abril
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Lemann, Joseph Safra, Marcel Telles, Carlos Sicupira e Eduardo Saverin. Foto REPRODUÇÃO Abril

Os cinco homens mais ricos do Brasil, tem riqueza equivalente à toda a riqueza da metade da população mais pobre. Dito de outra forma, a riqueza somada de Jorge Paulo Lemann, Joseph Safra, Marcel Herrmann Telles, Carlos Alberto Sicupira e Eduardo Saverin, ao final de 2017, é igual a soma da riqueza de mais de 100 milhões brasileiros.

Quantidade de bilionários aumenta em 40%. Quantidade de miseráveis aumenta também. Ficaram, 3% mais pobres.

A quantidade de bilionários de 2016, o ano do golpe, para 2017, aumentou em quase 40%. 12 novos felizardos se somaram aos 31 existentes do ano anterior. Já eram 43 ao todo os bilionários no Brasil, ao final de 2017. Em contrapartida, de 2016 para 2017, a metade dos brasileiros mais pobres, mais pobres, ficaram. Os ganhos foram 2,7% menores.

A fortuna dos 43 super ricos do Brasil abocanhava 43,52% da riqueza nacional, os mais de 100 milhões de brasileiros mais pobres, detinham raquíticos 2% da riqueza do Brasil. Os números são da Oxfam, confederação de ONGs presente em 94 países, que trabalha para medir a desigualdade.

“A economia segue sendo muito boa para quem já tem muito e péssima para quem tem pouco”, informa Katia Maia. “O aumento da desigualdade é uma tendência global, e o Brasil tem seguido essa tendência”, diz a executiva da Oxfam no país. O que acontece no Brasil, é o que também, acontece no mundo. Os 82% da riqueza gerada em 2017 ficou nas mãos do 1% mais rico da população. Aos 3,7 bilhões de pessoas mais pobres ficaram os 18% restantes. Do crescimento global dos últimos 25 anos, a parcela mais rica, não mais do que 1% da população, se apropriou de 27%. A metade mais pobre do mundo ficou com somente 13% de cada dólar inserido na economia.

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A Oxfam publica anualmente um relatório na semana em que acontece o Fórum Econômico Mundial. O tema desse ano é “recompensem o trabalho, não a riqueza”. Os surdos ouvidos dos bilionários de Davos, parecem tudo isto, nada ouvir.

Bilionários crescem no Brasil. Crescem no mundo também. 

A cada ano, aumenta o número de bilionários no Brasil. Aumenta também o número de bilionários no mundo, “Esse número cresceu de forma impressionante em 2017, a cada dois dias surgiu um novo bilionário”, afirma Katia. Já são 2.043 os bilionários do mundo, sendo 43 no Brasil. Enquanto a fortuna dos bilionários cresceu 13% por ano desde 2010, o salário dos trabalhadores aumentava, em média, 2% ao ano. Mais da metade da população vive com renda entre US$ 2 e US$ 10 por dia (entre R$ 6 e R$ 32, aproximadamente).

Na bonança os bilionários se dão bem. Nas crises também

Mesmo na grave crise econômica do Brasil, o patrimônio dos bilionários cresceu 13% em 2017. Vê-se para que serve a redução de gastos na saúde pública gratuita, na educação pública, na destruição de direitos trabalhistas, no desmonte das aposentadorias, nos cortes do Bolsa Família, no Pró-UNI, no FIES.

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Origem das grandes fortunas
Segundo o estudo da Oxfam, a origem das fortunas, se fazem, por herança, pelo monopólio de sua atividade econômica.

“A forma como são feitas as privatização, a corrupção, o tráfico de influência para obter benefícios fiscais”, é a pista que a Oxfam dá, para mostrar, a origem das grandes fortunas.

Em tempos normais, a burguesia enriquece se apropriando de parte da riqueza produzida pelo povo. Em tempos de crise, o povo é chamado para pagar a conta das crises que ele, povo não fez. Aproveita-se a burguesia, inclusive nas crises, para se apropriar de empresas privatizadas, para obter generosos empréstimos subsidiados, desonerações (isenção de impostos), até pagamento de parte de salários de seus empregados, nos tempos de crise, a burguesia consegue.

 



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