Maia, apoiado por PDT e PCdoB, é organizador do roubo da previdência

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O golpista Jair Bolsonaro não foi o responsável pelas negociações para levar adiante o roubo das aposentadorias de milhões de brasileiros, a chamada “reforma da Previdência”. Também não foi nenhum ministro do governo, embora a aprovação da reforma seja fundamental para que seu governo continue tendo permissão dos donos do regime político para poder continuar. Quem articulou a votação a favor da “reforma” na Câmara dos Deputados foi o presidente da casa, Rodrigo Maia, do DEM.

O reconhecimento dessa situação veio do próprio presidente golpista. Na terça-feira (9), para jornalistas, Bolsonaro declarou que: “Rodrigo Maia é o nosso general dentro da Câmara agora para aprovar, com toda certeza, antes do recesso, nos dois turnos, essa nova Previdência”. Sem generais seus dentro da Câmara, Bolsonaro conta com o “general” Rodrigo Maia.

Trata-se de um “general” experiente na guerra contra a população e os trabalhadores. Maia já esteve antes na situação de ser o articulador de um projeto fundamental para o governo na Câmara. Quando o presidente ainda era o golpista anterior, Michel Temer, foi Maia que garantiu a aprovação da reforma trabalhista, que tirou direitos de milhões de trabalhadores e piorou ainda mais as condições de vida de grande parte da população brasileira. A promessa, naquela ocasião, era de que a retirada de direitos trabalhistas geraria mais empregos.

Da mesma forma que agora, Maia era presidente da Câmara também naquele momento. Para continuar sendo presidente da casa este ano, Maia teve que ser reeleito. E foi então que ele acabou tendo apoio de setores da esquerda dentro do Parlamento. Tanto o PDT quanto o PCdoB apoiaram Maia à presidência, sob o argumento de que Maia estaria “comprometido” com o equilíbrio entre os Poderes e de que não seria bolsonarista.

Esse é um exemplo contundente de onde se pode chegar com políticas “ardilosas” dentro do Parlamento. A ideia era derrotar Bolsonaro e conter o bolsonarismo dentro do Congresso votando em um candidato de direita que não seria bolsonarista. No entanto, com o deslocamento do regime político como um todo provocado pela ascensão do bolsonarismo o próprio Maia revela sua adesão ao governo de extrema-direita e aparece agora justamente como o principal articulador do roubo das aposentadorias. O homem que seria um obstáculo para o bolsonarismo tornou-se, com ajuda do PCdoB e do PDT, o principal organizador do roubo das aposentadorias.