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Uma coisa é preciso reconhecer em relação ao governo golpista de Michel Temer, o seu gigantesco esforço para colocar fim à aposentadoria de milhares de trabalhadores por meio da aprovação da reforma da Previdência. Para atingir essa meta, Temer e seus aliados desprenderam inúmeras ações, tentaram comprar apoio dos parlamentares com a liberação de verbas e recursos públicos para deputados e senadores, chantageou governadores, ameaçando não repassar o dinheiro para aqueles estados que não agissem a favor do projeto, realizou diversos jantares em Brasília com pratos chiques e caros para seus aliados e, mais recentemente, tentou até manipular a internet, impedindo que o site de busca Google disponibilizasse matérias que façam críticas às reformas.

Mesmo com todo o esforço, com todo o dinheiro público gasto, tudo indica que os golpistas não conseguirão aprovar o fim da aposentadoria dos trabalhadores em fevereiro quando está marcada a próxima votação. Foi o que deu a entender o atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia, em um evento nos EUA. Em entrevista Maia disse que dificilmente a reforma será votada agora no início do ano, que “não tem nenhum otimismo” em relação a isso.

Rapidamente criticado pelo governo, Maia, que age para pressionar a votação dentro da Câmara, afirmou de maneira cínica, como um bom golpista, que “já tem muito político mentiroso no país, que é preciso falar a verdade, a votação da reforma não é uma votação simples.”

Cabe então a pergunta, se um golpista como Maia não conseguiu convencer nem seus próprios aliados a aprovar o projeto, que dirá então convencer todo a população brasileira? Fato é que a reforma da Previdência entrou em crise devido as próprias divisões no interior da burguesia. Era para ter sido aprovada no ano passado, mas devido ao impasse ficou para esse ano.

Uma das principais exigências do imperialismo para o país, a destruição da aposentadoria da população é algo que pesa na conta eleitoral de muitos deputados e senadores ligados a setores da burguesia regional. A aprovação do projeto pode significar o fim da carreira política desses políticos.

Nesse sentido, tudo indica que a crise irá se intensificar ainda mais, não há consenso entre os próprios golpistas. A única forma de derrotar, de maneira definitiva, esse projeto e todos os outros, como a destruição da CLT e as privatizações, é por meio da mobilização popular da organização dos comitês de luta contra o golpe em todas as cidades do país.

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