Magno Malta é denunciado por presidir torturas com choque elétrico, diz jornal

Jair Bolsonaro durante ato de filiação ao PSL (Partido Social Liberal)

Da redação – O ex-senador Magno Malta é acusado de promover tortura juntamente com delegados da Polícia Civil. O autor da acusação é ex-cobrador de ônibus que diz ser vítima de tortura feita na época em que estava detido no Centro de Detenção Provisória de Cariacica (CPDC). Luiz Alves de Lima diz ter sofrido surras, e sido submetido a asfixia com sacola, além de ter sofrido choque elétrico na região genital e dentes arrancados com alicate. Como consequência das torturas, Luiz ficou cego de um olho e perdeu a visão parcial do outro.

Luiz Alves de Lima, que foi acusado de estuprar a própria filha de dois anos, foi inocentado e agora denuncia o ex-senador e até então presidente da CPI da Pedofilia, Magno Malta, por tortura. O ex-cobrador diz ter sido usado politicamente como bode expiatório para dar notoriedade a Magno Malta. É o que mostra uma reportagem do jornal do Espírito Santo Século Diário.

O pastor evangélico Magno Malta, que perdeu a vaga no Senado nas eleições desse ano, tem fama por defender pautas conservadoras e é cotado para assumir o “Ministério da Família”, do governo de extrema-direita de Jair Bolsonaro (PSL).

Esse é mais um caso da hipocrisia da direita e da burguesia. Dizem ser defensores dos bons costumes, mas defendem torturadores e perseguem trabalhadores para promoção de seus interesses.