Cerco imperialista à Venezuela
Na 75ª Assembleia Geral da ONU, Maduro denuncia a política genocida e de rapina dos EUA e da Europa contra a Venezuela
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O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, discursa na Assembleia Geral das Nações Unidas | (Foto: John Moore/Getty Images/AFP)

O embargo econômico do imperialismo foi tema de debate entre o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e a ONU, nesta quarta-feira, na 75ª Assembleia Geral. Maduro denunciou mais de 30 bilhões de dólares apreendidos, congelados e sequestrados em contas nos Estados Unidos e na Europa, e um embargo econômico que atinge as empresas e o Governo, que comercializa qualquer bem ou serviço por lá, seja alimentos, remédios, combustíveis, aditivos necessários para produzir gasolina, entre outros.

Em 2018, o Banco da Inglaterra já se recusava a devolver mais de 550 milhões de dólares em ouro para a Venezuela, negando o pedido de repatriação de Maduro do ouro guardado lá, e que serviria para ajudar a Venezuela na resistência ao cerco produzido pelo embargo imperialista.

Não obstante isso, Maduro garantiu que a Venezuela está preparada para lidar contra qualquer agressão criminosa e desumana. Em sua fala, Maduro disse que: “A Venezuela se preparou para superar este bloqueio aos Estados Unidos, é uma batalha pela paz, pela pátria, pela região, pela humanidade, onde nosso heroico povo assumiu, como no passado, seu papel histórico diante da ignomínia dos império mais perigoso da história universal “. Ele também exigiu o fim das medidas coercivas e unilaterais que, acima de tudo, impede que haja uma luta franca e decisiva contra o Covid-19, sendo uma ofensa aos direitos humanos consagrados mundialmente e promovidos pelos estatutos da própria ONU.

Tanto é assim, que, segundo relatou Maduro, a Venezuela está tendo que combater uma onda de contaminação proporcionada pelo retorno em massa de venezuelanos de países como Colômbia, Equador, Peru, Chile e Brasil, que apresentam alto índice de contaminação.

Acrescentou que o retorno dos venezuelanos se deu por diversos motivos e um deles foi a falta de manejo da Covid-19 nesses países, a violação sistemática dos direitos humanos, políticas anacrônicas e xenófobas, inclusive de altos escalões. do Governo, discriminação, maus-tratos, falta de condições socioeconômicas, situação de semiescravidão, tráfico de pessoas, calamidades que sofreram os migrantes venezuelanos em clara violação de sua dignidade humana.

Essas ações, que são parte da tentativa geral de implementar um golpe de Estado na Venezuela, para derrubar Maduro e o nacionalismo burguês radicalizado pela mobilização popular que governa o país caribenho há 20 anos.

Donald Trump tem redobrado esforços e recrudescido nas atitudes e nas declarações contra o governo de Nicolás Maduro. São ações econômicas que literalmente levam a fome ao povo venezuelano, uma vez que impedem o governo Maduro de realizar transações por meio de bancos internacionais, comprando alimentos ou remédios, por exemplo, o que sempre foi importado, em sua maior parte, pelos venezuelanos. Inclusive, foi recentemente produzido um relatório por um centro de estudos internacionais comandado por acadêmicos dos próprios Estados Unidos , que revelou a morte de 40 mil venezuelanos pela fome, em razão do bloqueio econômico, nos últimos anos.

Nicolás Maduro, frisando a política de rapina e o ataque à soberania da Venezuela pelo imperialismo norte-americano, lembrou uma de suas tentativas frustradas, de invadir a Venezuela, como a que se deu no dia 3 de maio de 2020, pelo mar, por um grupo de mercenários e terroristas que financiou, e treinados em território colombiano, mas que foram capturados em tempo real pelo sindicato cívico-militar-policial, e estão presos aguardando processo judicial. O presidente também destacou a captura de um espião americano que tentava entrar com armas de guerra e documentos relacionados à indústria de petróleo e eletricidade, e que isso acontece frequentemente.

Maduro também lembrou outros países amigos que também sofrem a mesma opressão desta política agressora e estúpida, como são Cuba, Nicarágua, Venezuela, Síria e outros, e apelou para que, os países defensores da paz, se juntem a ele no esforço de frear o imperialismo norte-americano.

No dia seguinte ao debate, Maduro anuncia na ONU, a criação de um grupo de cerca de 50 países, entre eles China, Rússia, Irã, para defender a Carta das Nações Unidas, diante de uma invasão militar dos EUA à Venezuela.

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