Venezuela
Presidente venezuelano acusa Colômbia e Espanha de incentivarem grupos de direita para desestabilizar o regime democrático no país.
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Nicolás Maduro: Espanha e Colômbia participam de atentado promovido pelo golpista Leopoldo López. | Foto: Carlos Garcia Rawlins.
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Nicolás Maduro: Espanha e Colômbia participam de atentado promovido pelo golpista Leopoldo López. | Foto: Carlos Garcia Rawlins.

No último domingo (7), em entrevista a emissora estatal VTV, Nicolás Maduro, Presidente democraticamente eleito da Venezuela, denunciou os governos da Colômbia e da Espanha por favorecerem figuras venezuelanas conhecidas pelo seu alinhamento com a direita e com os países imperialistas, entre tais figuras, Leopoldo López, que segundo Maduro, arquitetou da embaixada da Espanha em Caracas, a operação Gideão.

A operação Gideão, ocorrida em maio de 2020, segundo o Presidente venezuelano, foi planejada por López com a ajuda da Direção Nacional de Inteligência da Colômbia que preparou, organizou e financiou a operação que consistia numa incursão marítima que objetivava desestabilizar o país, assinar políticos e até mesmo o próprio Maduro.

Ainda segundo Maduro, a Espanha protege um sabotador e articulador político (López) que infla movimentos de direita contra o governo e que a Colômbia, país comandado por Iván Duque, está em permanente processo de conspiração e conluio a favor de movimentos golpistas que visam atacar violentamente a democracia venezuelana.

Do reconhecimento de Juan Guaidó como Presidente do país, passando por inúmeras tentativas de sabotagem política, até a defesa do golpista Leopoldo López, o imperialismo não se dá por satisfeito e torna a Venezuela uma questão central a ser rapidamente solucionada a favor dos planos sórdidos dos países centrais do sistema capitalista, tudo isso em função da Venezuela possuir a maior reserva de petróleo do mundo.

Sanções econômicas, sabotagens políticas, censuras a denúncias feitas pelo governo eleito, ataques aos direitos humanos da população e tentativas frustradas de golpes de estado. Tudo isso, amplamente reportado pelo governo venezuelano desde os primeiros anos de Hugo Chávez no comando do país. Contudo, nada disso foi suficiente para derrubar o regime chavista que se mantém devido a uma base social bem solidificada. Nesse sentido, a ofensiva imperialista ao nosso vizinho deve continuar, já que Joe Biden confirmou seu apoio ao golpista Juan Guaidó, que já contava com o respaldo de importantes países da União Europeia, como França e Alemanha, bem como, de outros países latino americanos como o Brasil, Equador, Chile, Costa Rica, Peru, entre outros.

A despeito de discursos falsamente progressistas, o mundo observa o que o “clamor democrático” é capaz de fazer para desestabilizar um país que não se submete aos mandos e desmandos do imperialismo e nem vende suas riquezas por qualquer bagatela proposta pelos capitalistas. O que acontece na Venezuela, desde que Hugo Chávez assumiu a presidência do país é um exemplo cabal dos esforços incansáveis que o imperialismo pode empreender num levante direitista, golpista e repressivo contra os povos operários ao redor do mundo para que possa alcançar seus objetivos de dominação econômica e dos recursos de países periféricos.

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