Macron vai aos EUA e mostra como seria se Clinton tivesse ganho eleição

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No dia seguinte a reunião com o presidente Donald Trump, o presidente francês Emmanuel Macron discursou no Congresso nacional norte-americano, reafirmando o chamado para que os Estados Unidos liderem a nova ofensiva mundial do imperialismo contra todos os povos do mundo, citando particularmente os casos do Irã e da Síria.

Macrom, aliado de primeira hora do setor mais pró-imperialista dos Estados Unidos, justamente o setor que está fomentando e promovendo golpes de Estado por todo o mundo, quer uma política decidida por parte do governo Trump para o impasse no Oriente Médio.

Para o Irã, o presidente imperialista da França defende uma maior pressão para que o Irã não produza armamentos atômicos. Pelo acordo firmado entre o imperialismo e o governo iraniano em 2015, em troca de um maior controle sobre o programa nuclear daquele país, seriam abrandadas as sanções econômicas por parte dos EUA e da Europa.

O temor de Macron é que a atitude dos EUA acentue a instabilidade em todo o Oriente Médio. Casada com a tentativa de neutralizar o Irã, Macron também exortou o Congresso norte-americano a intensificar a ofensiva contra a Síria, inclusive com a presença de tropas dos EUA naquele país.

Ao defender a construção de uma nova “união global”, Macron conclamou os EUA a reassumirem “O [seu] papel [que] foi decisivo para criar e preservar o mundo livre de hoje. Os EUA inventaram o multilateralismo. Vocês precisam agora ajudar a preservá-lo e reinventá-lo”.

Macron na verdade foi o porta-voz dos Clinton. Ao contrário de Trump, que embora de um ponto de vista ideológico expresse o pensamento de uma ala mais direitista e reacionária, de um ponto de vista prático defende uma política que vacila diante das tarefas de impor ao mundo uma política de ferro e fogo.