Crise no governo Macron
A dois anos de terminar seu mandato, Macron perde a maioria absoluta na câmara
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French President Emmanuel Macron speacks as he visits Station F startup campus in Paris, on October 9, 2018. (Photo by LUDOVIC MARIN / various sources / AFP)        (Photo credit should read LUDOVIC MARIN/AFP/Getty Images)
Emmenuel Macron, presidente da França (Créditos: LUDOVIC MARIN-AFP/Getty Images) |

Terça-feira passada 17 deputados saíram do partido La République en Marche! (LREM), o partido criado por Macron em 2016 para lançar sua candidatura à presidência. Os deputados, que agora se qualificam como independentes, formaram o movimento Ecologia, Democracia, Solidariedade.

Essa ruptura não significa que Macron perde a maioria na câmara, pois outros partidos de direita tem apoiado seu governo, porém, seu partido não é mais a maioria absoluta na câmara, um sintoma da crise política na qual o presidente se encontra desde o final de 2018.

O LREM começou com 314, mas com o desgaste do governo, que enfrenta ondas massivas de protestos a mais de um ano, passou a ter, nesta terça, 288 deputados. Um assento a menos para poder ser considerado maioria absoluta. Ao todo são 26 assentos perdidos no legislativo desde as eleições vencidas em 2017.

Segundo os dissidentes, o principal motivo da ruptura seria a “verticalidade” do LREM, que não abriria espaço para discussões e debates mais aprofundados, limitando muito a “democracia” dentro do partido. Claro que o principal motivo a ser considerado deve ser a crise em que se encontra o presidente, e o desgaste da imagem do mesmo, assim como a do partido que a ele é atrelada.

Embora o líder do LREM, e presidente na Assembleia Nacional, Richard Ferrant, tenha ironizado a situação atribuindo a “turbulência” da vida parlamentar, e alegado que “a maioria continua sendo a maioria”, a ruptura brusca de 17 membros do partido, e com isso a perda da maioria absoluta do partido, são características da crise política do governo Macron, que embora tenha tido um descanso das constantes manifestações por causa da pandemia, também vê-se desgastado pela mesma.

Dois deputados da legenda de Macron fizeram declarações anônimas à imprensa. O primeiro caracteriza a ruptura como uma traição e um ato perigoso pelo fato do país passar por uma crise econômica e social. O segundo diz entender o motivo da ruptura, mas considera também esse ato isolado com improdutivo nas atuais circunstâncias. Em ambos os casos fica evidente que, apesar da zombaria de Ferrant, a saída assustou o partido e muitos temem suas consequências no aprofundamento da crise política.

O imperialismo francês entrou em crise já no primeiro 1 ano mandato de Macron, e nunca conseguiu sair dela. Com a pandemia e a crise econômica podemos esperar mais reviravoltas dentro do governo, como também o aumento revolta popular.

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