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Macri, o traidor
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Antes de a burguesia derrubar a presidenta eleita Dilma Rousseff, no Brasil, e colocar o capacho Michel Temer em seu lugar, o imperialismo armou uma fraude para eleger, na Argentina, o vigarista Mauricio Macri, representante direto dos banqueiros. Assumidamente “liberal”, Macri ecoava a campanha da imprensa burguesa contra os governos nacionalistas, apontando que o caminho para a “salvação” da América Latina seria o “Estado mínimo”. No entanto, nessa semana, o próprio Macri mostrou que o Estado mínimo não passa de mais um mito da direita golpista.

Diante da falência e crise generalizada em que se encontra a Argentina, Macri anunciou o congelamento de preços e tarifas para conter a inflação. Segundo o Instituto Nacional de Estatística e Censos, a inflação argentina atingiu 4,7% em março, fazendo o índice acumulado dos últimos 12 meses superar os 54%.

O congelamento de preços na Argentina comprova o cinismo da direita internacional e a traição dos “neoliberais” à população que governam. Afinal, a campanha fraudulenta de Macri à presidência em 2015 teve como um dos principais pilares o ataque à inflação do governo de Cristina Kirchner. Além disso, o neoliberalismo foi mas uma desmascarado como uma farsa, uma espécie de seita ou religião que, embora seja inviável, possui um grupinho de adeptos pelo mundo.

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A religião neoliberal prega que, sem a interferência do Estado na Economia, o “mercado” funcionaria de maneira próspera. No entanto, como ficou demonstrado no caso argentino, nada funciona nessa etapa terminal do capitalismo, sendo o neoliberalismo apenas um mito para justificar um maior saque da população para enricar os banqueiros.

A própria imprensa burguesa tem chamado Macri de “traidor”, uma vez que o governo argentino decidiu intervir na Economia. Contudo, visto que o neoliberalismo é algo que não existe, Macri não é traidor dos interesses que o levaram à Presidência. Macri é um instrumento do imperialismo para que os sanguessugas incrustados no Estado argentino continuem roubando a população argentina, independentemente da política que o governo esteja implementando. A “traição” de Macri à religião neoliberal, portanto, não é uma traição aos seus patrões.

 



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