Maceió: Polícia bolsonarista age de forma truculenta e ameaça estudantes

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Na sexta dia 30/12, três jovens estudantes foram abordados por 2 camburões da OPLIT (Operação Policial Litorânea Integrada) que ostentavam fuzis, espingardas e pistolas.

Era um dia de sexta na esquina de um bar, um ponto de encontro de jovens, um bar já conhecido por ser frequentado por pessoas de esquerda. Os jovens foram abordados, o grupo teria cerca de 10 pessoas sentadas na calçada conversando e se divertindo:

“A OPLIT já desceu apontando as armas para a gente, foi muito rápido, assim que coloquei a mão na parede os policiais falaram que qualquer movimento brusco que eu fizesse eles iriam atirar”, afirmou um dos jovens.

Eram 2 camburões da OPLIT, com cerca de 8 policiais. Os PMs dispensaram a maior parte do grupo, menos 3 – um deles vestia uma camisa com a frase “não à prisão de Lula”.

Os policiais afirmaram que foram para o local por alguma denuncia de que alguém estaria utilizando drogas ilícitas, o que não era o caso do grupo, os policiais vasculharam todo o local em volta e não acharam nenhuma droga que os jovens supostamente teriam usado.

Os jovens afirmaram que a revista se tornou um divertimento dos policiais injuriar eles.

“Fui xingado de tudo: viado, vagabundo, peste comunista, petista safado, maconheiro e entre outros. Isso tudo por exigir meus direitos como cidadão que não cometeu crime algum e por contradizer asneiras ditas pelo policial que parecia estar comandando a operação. Gritaram comigo e mandaram eu me calar, e no final da revista ainda fui mandado para a ‘casa do caralho’, isso é injúria e abuso de autoridade!”, afirma o jovem que estava com a camisa do Lula.

O caso afirma mais uma vez a inutilidade da polícia em dar segurança ao povo. Os PMs vão fazer revistas armados até os dentes para ameaçar adolescentes se divertindo em plena noite de sexta-feira, o que mostra que a polícia é só um órgão de repressão da burguesia golpista.

A truculência e intimidação são as principais armas da polícia militar contra a população indefesa e desarmada, enquanto o estado burguês usufrui das mais diversas armas.

O plano da extrema-direita armar apenas a burguesia, como Bolsonaro quer impor para a população. A política de armamento da extrema direita é exclusiva para a classe dominante, e não para toda a população.

A dissolução da PM deve ser realizada e a PM deve ser substituída por milícias populares – pelo povo armado e organizado – para a diminuição da violência policial e do abuso da repressão da PM.

Como já disse o companheiro Leon Trótski: “A milícia dos trabalhadores é a mais forte arma na luta de classes.”

Devem ser feitas as mobilizações exigindo o “Fora Bolsonaro” o quanto antes, para o fim da repressão e políticas de ataque à população causadas pela extrema-direita e pela PM.