Uma política desastrosa
PSTU, que se declara um partido revolucionário, defende que a PGR golpista intervenha para destituir Sérgio Camargo da Fundação Palmares
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sergio camargo
Sérgio Camargo e Jair Bolsonaro. | Foto: Instagram/Reprodução

Na última semana, a CSP Conlutas, central de brinquedo do PSTU, publicou a seguinte mensagem em suas redes sociais:

Em um primeiro momento, a propaganda parece bastante razoável — não há, afinal de contas, como se opor à palavra de ordem de Fora Sérgio Camargo, que representa a extrema-direita nacional e é inimigo do povo negro. A questão que merece discussão, no entanto, é a seguinte: denunciar Sérgio Camargo à Procuradoria-geral da República (PGR) corresponde à palavra de ordem de Fora Sérgio Camargo?

A resposta, conforme argumentaremos em seguida, é “não, de maneira alguma”.

A revolta

Neste momento, a palavra de ordem de Fora Sérgio Camargo está bastante relacionada com a situação política nacional e até mesmo a situação política internacional. Nos Estados Unidos, o assassinato de um negro pela polícia foi o estopim para uma onda de protestos gigantescos. No Brasil, esses protestos serviram de inspiração para uma revolta que está sendo fomentada há muito tempo com a política dos golpistas. A polícia brasileira, inclusive, matou mais de 17 vezes mais negros que a polícia norte-americana durante o ano de 2019.

A revolta contra Sérgio Camargo, que quer perseguir a esquerda e atentar até mesmo contra a memória de uma das maiores lideranças negras da história do continente — Zumbi dos Palmares —, é parte da revolta generalizada em que o Brasil se encontra: Fora Sérgio Camargo significa, portanto, sair às ruas como saiu o povo norte-americano para se chocar com seus inimigos de classe, e não para procurar qualquer tipo de conciliação.

As instituições

Nessa fortíssima tendência à mobilização em que o País se encontra, as instituições ditas democráticas cumprem, todas elas, o papel de frear o movimento. As instituições sempre foram o cemitério da mobilização popular: servem justamente para acalmar os ânimos nas ruas e permitir que a burguesia consiga manobrar a situação, lançando mão de seus expedientes tradicionais para controlar os poucos indivíduos que fazem parte do aparato burocrático do Estado.

O papel conservador, golpista e reacionário das instituições se viu durante todo o processo do golpe de 2016, incluindo seus desdobramentos, como a prisão de Lula e a cassação de seus direitos políticos. O Judiciário, o Legislativo, o Ministério Público, a Polícia Federal e a própria Procuradoria-geral da República se voltaram contra o povo nos momentos mais importantes.

Uma política revolucionária para o Fora Sérgio Camargo e o Fora Bolsonaro

Embora odiado largamente pelo movimento negro de conjunto, Sérgio Camargo é apenas um funcionário do governo Bolsonaro. Vem do governo federal, controlado por um elemento de extrema-direita, a diretriz para que todos os braços do Poder Executivo ataquem os direitos democráticos do povo. Por isso, a revolta contra Sérgio Camargo precisa não só ir além de um apelo à PGR, como efetivamente integrar um movimento de reivindicações mais audaciosas: é preciso derrubar o governo Bolsonaro.

A política do PSTU, de trazer a luta política para um terreno extremamente desfavorável, que são as instituições burguesas, levará inevitavelmente a uma derrota do movimento popular e do povo negro. É preciso aproveitar as condições favoráveis à mobilização para sair às ruas e expulsar a direita do poder.

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